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terça-feira, 16 de novembro de 2010

E as mudanças continuam! (só rindo!)


E as mudanças continuam!

Mudam-se homens, mudam-se mulheres,
junto levam suas crianças.
Vão para o Norte, voltam para o Sul,
e até para o Leste e oeste.

Vão pela baiana, vão por Sinop,
vão de “buzão” e até de caminhão,
levando consigo a esperança
e a “certeza de mudança”.

Vai o Pedro, vai a Maria,
vai também o João,
vai atrás da namorada,
que dias antes já se foi.

Vai também à esperança,
que um dia acreditaram,
mas levam consigo no peito,
a “certeza de mudança.”

Vão se indo com os dias,
os jovens e velhos cidadãos,
carregando na bagagem
incertezas e a ilusão.

Deixam para trás,
descontentes e descrentes,
que com o passar dos dias
com “certeza de mudança”
também partirão.

Mudam-se todos,
mudam-já.
Cumpriu a profecia
de uma "mudança já"

É pessoal, até dá para fazer um poema de partida, (rssss) pois a cada dia tomo conhecimento que mais uma família está partindo. E a administração a Câmara Municipal se calam, como que o problema não fosse com eles, e a cidade segue definhando como um doente em estado terminal.
A oposição já não existe, se existe também se acovardam assistindo de longe a partida e o descontentamento do povo.
Fiquei sabendo que até o “Dandão” já se foi, para se juntar a outros que outrora se foram. E o cara era eleitor e defensor assíduo da Prefeita! Está cumprindo a profecia da “certeza de mudança”.
Mais um ano se vai, junto esvanece as forças e a esperança daqueles que lutaram para melhorar esta cidade, que vez o outra algum administrador insiste e destruir seja no passado como no presente. Aqueles que ainda pretende ir, vão logo, antes que intensifique as chuvas, que certamente deixarão as estradas intransitáveis.
 A “Rodovia do Vale” hem!?!, Daqui mais uns dias estará intransitável, o pouco de chuva que deu já iniciou até poças naquilo que um dia foi pavimentação. Em breve teremos atoleiros.
Quero ver a cara do Blairo, (e a dos seus eleitores) que não faz muito tempo esteve lá inaugurando-a com toda pompa e acompanhado de um cordão imenso de "baba ovos" oficiais. Tinha "baba ovos" para todos os gostos. Tinha "Baba Ovo" Deputado Estadual, Federal, Vereador, Prefeito e ex Prefeitos,  comunista, socialista, entreguista e até petista, (rsss...) todos querendo sair bonito na foto, e com o evidente propósito de buscar os votos dos trouxas. Gostaria de ver todos estes “baba ovos”, transitando pela “Rodovia do Vale”, fazendo “zig-zagueando” para escapar das panelas e da pavimentação raspada.
Pelo menos temos esperança que a nossa velha e esburacada baiana irá retornar a ser nossa estrada de ida e vinda, e no caso específico de Porto dos Gaúchos, com a já mudança prometida somente, de ida para alguns.
Cadê os políticos deste lugar, cadê a Prefeita! Cadê os Vereadores! Votos garantidos estão escondidos como todo bom político, só irão aparecer com as proximidades das eleições municipais, evidentemente em busca dos votos dos incautos eleitores. Isto é, se ainda existirem eleitores e população nesta cidade!.
Como um dia cantou Chico Buarque, em sua música denominada “Samba de Orly”, - “vai meu irmão, pegue este avião, porém não diga nada...” No nosso caso específico, será de ônibus ou de caminhão. Rssss.
Até breve, com mais relatos do reino encantado, onde o bruxo “Javengar” com sua gargalhada estridente, continuará zombando dos acovardados súditos. Rsssss...






terça-feira, 9 de novembro de 2010

De novo não!!!


Os eleitos, já preparam um golpe contra o nosso trabalho! É a recriação da CPMF, lembram o famigerado imposto dos cheques.
Eu entendo, existem despesas de campanha a ser saldada! Compromissos com Marqueteiros e com os demais companheiros petralhas espalhados por toda esta nação de tolos.
“Dillmais” de bom!!! Bem feito para aqueles milhões de eleitores, que preferiram sair em viagem a comparecer as urnas para rechaçar esta “catréfa” que vão continuar mandando no país por mais quatro longos anos.  Vamos ver como irão se portar os nossos Ilibados Deputados e Senadores quanto a este golpe em nossas finanças.
Apesar de que eu não espero muita coisa com este Congresso que irá assumir com sua maioria governista! Infelizmente tenho cá minhas dúvidas quanto à probidade da maioria desta bancada. Estou cético e pessimista!
Imaginem vocês como será hilariante, ver o campeão de votos “Tiririca” usando a tribuna da Câmara, rebolando e cantando “Clementina, Clementina, eu voto é com a Dillma, o que importa é o Dolar enfiado no meião... companheiros mensaleiros que se dane o povão aprendi logo cedo o que faz aqui em Brasília um Deputado Federal, enfia dólares na cueca e enfia de montão...”  rssss...
Vamos aguardar né! Afinal de contas, como disse a Presidente eleita ainda quando candidata, mostrando ser poderosa... "que nem Cristo lhe tiraria a vitória”,  quiçá ela não tenha tanto poder assim e o Congresso não venha aprovar mais este imposto. Vamos ficar no aguardo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Recado para corte.


E aí meus amigos!?! A Prefeita e seus aliados iniciaram a pavimentação asfáltica com grande estardalhaço!!! Anunciaram que iriam pavimentar toda a cidade, de Leste ao Oeste de Norte a Sul! Começaram e ficaram no meio do caminho (ou seja, somente a leste). As chuvas começaram e a pavimentação inacabada estará à mercê da erosão, pois até o momento,  não existe meio fio. E daí!?! E daí é que o dinheiro público novamente está sendo jogado pelo ralo, ou melhor, em nosso caso específico pela enxurrada!  
Tenho observado que o prazo do convênio, assinalado naquela placa lá da entrada da cidade, (aquela ao lado da Jumasa) a muito já expirou. O que será que os lídimos representantes do nosso povo estão esperando?! Ah!!! Já sei. Estão esperando acontecer primeiro para tentar remediar depois, afinal de “contas” elas são sempre aprovadas.
E não é só isso, as estradas vicinais há muito tempo não vêem uma máquina. (pelo menos por onde circulo) Estou até preocupado, quando surgir uma “patrola” ou outro maquinário qualquer comandando pelo Executivo, vai ser aquela correria. Por um lado criançada nascida de dois anos para cá, irão achar que é algum monstro pré-histórico prestes a devorá-los, por outro o gado que irá até rebentar as cercas para fugir daquelas feras que ainda não conheciam.  Rssss....
Sei que este meu comentário, como diz o ditado “irá dar pano para manga”, mais fazer o que, alguém tem que falar, no meu caso específico, escrever. Os nervosinhos que estarão indiretamente levando um “chutaço” na boca, sim, estou me referindo aos “babas ovos” de plantão! Baba ovo?! Ou seria baba...Deixa prá lá, vocês entenderam. Só faltava esta, eu ter que ficar explicando tudo que escrevo.
É isso aí amigos, por falta de uma oposição atuante e corajosa nesta cidade, (estou me referindo também a vocês lídimos representantes do povo) sou forçado a cutucar a onça com vara curta, só para ter o que escrever e exercer a minha cidadania.
E aquele outro nosso amigo de nádegas avantajadas (para não dizer bundão), fica dizendo por aí que não quer mais brincar de rei! Tudo bem que ele não mais queira ser rei, até entendo isto, mas os seus antigos súditos insatisfeitos com a rainha estão saudosos de seu reinado. Rssss. Se prepara “Bi Ladem” o bicho vai pegá!!!  Isto é só o começo.
Nilton Flávio Ribeiro. (mandando recado).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A luta continua!


Passado a eleição e proclamado a vitória da petista Dilma Roussef, como a primeira mulher presidente da história deste país, conclui-se que o pais está novamente dividido. Ao Sul, parte do Sudeste e do centro oeste e do norte, o Brasil de quem produz riquezas e busca a prosperidade. Ao norte, nordeste, parte do centro oeste daqueles que em sua maioria vive das benesses do poder oriundas dos esforços do Brasil que produz.
Mais uma vez, como já acontecera no primeiro turno Mato Grosso mostrou que é um Estado do Brasil que produz. Não adiantou o Blairo e sua equipe espernear, a margem de votos para o Serra ampliou no segundo turno.
Tem aquele candidato a Deputado, que ficou dando uma de camaleão, até assegurar os votos, depois declarou apoio no segundo turno a candidata Dilma, seguindo a turma da botina (ou seria ferradura). Também não adiantou os votos dado ao Serra ampliaram também no Vale do Arinos.
Bom pessoal, já havia muito tempo que eu não entrava em assuntos locais, mas o que pude comprovar neste final de semana é que nossa cidade realmente virou o fim de picada. Espera que eu já vou explicar!
Semana passada recebi a visita de um primo meu, que vindo de São Paulo, passou alguns dias comigo, e na hora de comprar passagem para retornar a Capital do Estado, foi surpreendido que teria que pegar o Ônibus na Rodoviária de Juara.
Primeiro foi aquele drama, em conseguir localizar na rodoviária local o agente responsável pelas vendas de passagens. Também pude comprovar aí por duas ou três vezes que lá estivemos a agência estava fechada. Depois foi o fato de ter que levar o passageiro até a cidade de Juara, já que o ônibus sai de lá não importa se tem um único passageiro em Porto dos Gaúchos. É uma vergonha, uma tremenda falta de respeito pelo povo portogauchense.
Indago, onde estão as autoridade municipais que não estão vendo isto?!! Onde está o Poder Executivo e o Legislativo que não tomam nenhuma providência quanto a isto?! Tudo bem que o Poder Executivo esteja usando os ônibus escolares para praticar clientelismo barato, transportando gratuitamente as pessoas que todos os dias se dirigem para a sede do Município oriundo das comunidades rurais, mesmo que isto prejudique as empresas de transportes que atuam na região. (tenho testemunhado muito isto) Alguma providência tem que ser tomada para que mais uma vez não sejamos deixados de lado, e quem tem que sair na frente são as autoridades municipais (Executivo e Legislativo). Seremos sempre dependentes de Juara, até na hora de embarcar em um ônibus?!
Enquanto isto, aquelas pessoas que visitam nossa cidade, seja a negócio ou por simples passeio levarão daqui uma imagem negativa, onde para embarcar em um simples ônibus em direção a capital do Estado, terá que se dirigir à vizinha e progressista cidade de Juara. Ou em contrário vá socando pela esburacada baiana, ou aguarde ter três ou mais passageiros, para poder viajar em cima da pavimentação asfáltica. Um absurdo, só mesmo em Porto dos Gaúchos.
Fica aqui meu protesto!
Nilton Flávio Ribeiro



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A celeuma da Dívida Externa.


Tenho visto com preocupação a falta de conhecimento de alguns brasileiros quando referem-se a dívida externa do país. Os petistas e seus simpatizantes têm propagado, e diga-se de passagem, com muita eficiência que pagaram a dívida externa do Brasil. Como é ?! O Governo Lulla pagou ou não a dívida externa do país como anunciado oficialmente em cadeia nacional?!
Frente a este paradigma oficial, sustentado pelo Governo Lulla e seus incautos admiradores, busquei fazer algumas pesquisas, que achei relevante para publicá-las em meu “blog”.
Primeiro vamos procurar entender o que é este termo DÍVIDA EXTERNA, que muito de nós crescemos ouvindo falar na televisão em seu horário nobre. Quem não se lembra nos tempos que datam antes de William Bonner e Fátima Bernardes, o anúncio que a dívida externa brasileira havia aumentado.
Eu precisava ter uma idéia de como iria rebater algumas pessoas pouco esclarecidas sobre a notícia que Lulla teria pago toda a nossa dívida. O melhor caminho então era a internet e foi o que fiz para entender melhor e ainda poder tentar explicar o que havia acontecido e cheguei a uma conclusão de um posicionamento que eu já vinha defendendo. Vejamos então:
Dívida externa em síntese é a somatória dos débitos de um país, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas. Esses recursos podem ser provenientes de governos, entidades financeiras internacionais (FMI, Banco Mundial, etc.), bancos ou empresas privadas.
A posição que mais coaduno e adoto em minhas discussões cotidianas é de ser totalmente falsa a idéia que o governo Lulla teria saldado a dívida externa brasileira, porque a dívida externa não acaba nunca. O Brasil precisa e sempre precisará de empréstimos externos para se desenvolver. Todo dia tem um Banco, uma empresa, um Estado membro, uma Prefeitura ou até mesmo o Governo Federal, tomando alguns empréstimos no Sistema Financeiro Internacional para desenvolver algum projeto novo. O que o país pagou foi à dívida que ele tinha com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O Brasil fez questão de liquidar essa dívida porque o FMI costumava e ainda pratica condicionar seus novos empréstimos a algumas exigências na política econômica do governo devedor. Foi para se livrar desse "controle" que o Brasil fez um esforço e até antecipou os pagamentos. Era vergonhoso para o nosso país, assistir a cada 3(três) meses o desembarque de missões do FMI para checar as nossas contas públicas, para  certificar-se que nós estávamos cumprindo o que foi acordado ou ver nosso Ministro da Fazenda viajar para New York com todos os relatórios sobre a nossa economia debaixo do braço para prestar contas. Foi para se livrar dessa prática vexatória que o Brasil antecipou a liquidação desses empréstimos.
Atualmente, nosso Ministro vai ao FMI, como sócio da Instituição e pode dar seus palpites e até fazer sugestões, e não como um devedor inadimplente encabulado como outrora fazia, com o chapéu na mão. Atualmente e sob o aspecto contábil pode dizer que o Brasil não tem dívida externa porque nossas reservas em dólares, superam nossas dívidas, mas isso não quer dizer que pagamos de um momento para outro o nosso histórico débito. Todos dias pagamos dívidas velhas e contraímos dívidas novas, é assim que a coisa funciona para todos os países. O que tem ajudado o paradoxo oficial é o câmbio do dólar forçosamente mantido em baixa e isto está causando um verdadeiro transtorno a exportações brasileiras. Vejamos então alguns números há ser considerados:
“A dívida externa total estimada do Brasil atingiu R$ 407 bilhões (US$ 235,365 bilhões) em agosto, superior ao valor registrado em junho, quando era de R$ 396,3 bilhões (US$ 228,594 bilhões). O dado referente a agosto é uma estimativa, enquanto os números atribuídos ao mês de junho estão fechados.
O valor  está próximo da dívida do país nos anos 90, na época da crise, quando o Brasil devia mais de R$ 400 bilhões (US$ 240 bilhões).
Segundo o Banco Central, a dívida de médio e longo prazos - para investimentos em obras de infraestrutura, por exemplo -  atingiu R$ 325 bilhões (US$ 187,949 bilhões) em agosto, na comparação com os R$ 316 bilhões (US$ 182,724 bilhões) registrados em junho. Já a dívida de curto prazo - usada para financiamentos rápidos -  subiu de R$ 79,2 bilhões (US$ 45,869 bilhões) em junho para R$ 82 bilhões (US$ 47,416 bilhões) em agosto.
O BC também informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos ficou em 232% em agosto, superior ao visto em igual mês do ano passado, quando havia ficado em 220%.”
Conclui-se então, ser a dívida externa a soma de todos os débitos do país, seja por financiamentos ou empréstimos feitos pelo governo com instituições estrangeiras públicas ou privadas.
Então definitivamente Lulla não pagou a dívida externa brasileira em sua totalidade, somente o fez com o FMI continuando a dever para outros credores sem força de exigir que o país cumprisse algumas de suas metas, como fazia então o Fundo Monetário Nacional. Aliás, o que vem a ser o Fundo Monetário Internacional?! O Fundo Monetário Internacional (FMI) como o próprio nome já diz, “é uma organização internacional que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira. Sua sede é em Washington, DC, Estados Unidos.”(Wikipédia). É dessas exigências que Lulla e sua trempe procuraram fugir.
Nilton Flávio Ribeiro.

Lembranças e receios da madrugada.


Era próximo das quatro horas da manhã quando cheguei à sede de minha fazenda nesta segunda feira (25/10/10). Havia acordado bem mais cedo que isto, quando para lá me dirigi.
Encostei o veículo próximo à porteira da entrada do pátio da minha casa e caminhei alguns metros em direção a estrada, onde, longe dos frondosos “angelim saia”[1] que plantei alguns anos atrás, para poder observar o céu. Havia nele algumas nuvens negras e entre elas estava ela, que vez e outra aparecia esplendorosa com sua total luminosidade para clarear ainda mais aquele resto de escuro preste a sucumbir pelo romper da aurora.
As noites de Lua clara realmente são bonitas, os poetas têm razão quando cantam para ela. O suave reflexo de sua luz, sobre as folhas verdes das plantas, dão a noite uma luminescência prateada que somente os olhos sensíveis e ávidos pela paz de espírito conseguem enxergar, ainda mais neste mundo atual de conturbada e desenfreada busca pelo vil metal.
Ao longe ouvia-se uma solitária ave noturna que ainda emitia seu canto triste lá pelas bandas do córrego. Vez o outra o mugido do gado, talvez de alguma vaca a procura da sua cria entre a macegas das pastagens.
Fiquei ali por alguns minutos perdidos em pensamentos, enquanto olhava o céu e sentia a frescor úmido da manhã e o orvalho acomodado nas gramíneas rasteiras que insistia em molhar a barra de minha calça.
Enquanto pensava olhando para céu via-se entre as nuvens as raras Estrelas que insistiam em desafiar luminosidade da Lua. Pude observar também um meteorito que ao adentrar na atmosfera terrestre acedeu como um vagalume alado e por alguns instantes cortou o céu escuro para em seguida desaparecer.
Olhei em volta, e lembrei-me de como era tudo ali alguns anos atrás, quando comecei a derrubar a mata para formar as pastagens. Era uma imensa Selva onde reinava absoluta centenárias árvores que com seus galhos e folhas impediam até de se ver o céu.
Lembro que procurei alguns madeireiros para a venda da madeira que ali existia, mas devido à fartura da época em encontrar a matéria prima ignoraram minha oferta. Quanta madeira foi desperdiçada e consumida pelo fogo por não ter procura. Não tendo procura conseqüentemente também não havia oferta.
Mas a necessidade me levara a derrubá-las, queimá-las para em seguida semear o brizantão[2], que depois de formado serviria de alimentação para o gado. Era desta forma que se formavam fazendas naquele tempo. Moto serra e fogo.
Atualmente vejo os poucos madeireiros que ainda restam, ou que sobreviveram das operações cinematográficas dos órgãos governamentais do meio ambiente e polícia federal, a andar muito longe em busca da escassa matéria prima, outrora abundante porém sem o devido valor. Muitos madeireiros após se endividarem fecharam suas indústrias ou simplesmente abandonaram-nas, por não ter matéria prima ou projeto exigido pelos órgãos públicos.
O que começara errado tinha que terminar do mesmo jeito, não haviam estudos, não haviam aproveitamento. A madeira era serrada e enviada aos grandes centros de consumo, o resto se amontoava nos pátios das serrarias que como lixo aos poucos iam queimando-as como intuito de desocupar espaço.
Foi assim também onde houve o garimpo de minérios. Onde a atividade econômica predominante era o extrativismo, só restou o atraso e a falta de perspectiva de desenvolvimento.
No horizonte via-se um clarão avermelhado, que despontava por detrás das árvores denunciando que agora era a vez dele. Não demorou muito para o dia surgisse trazendo consigo sua peculiar sinfonia matinal formada pelo cantar de incontáveis aves.
Repentinamente veio em meus pensamentos a eleição deste final de semana. O País de novo estará dividido entre aqueles que buscam a prosperidade e aqueles outros que vivem dos esforços deles. Daqueles que sonham em permanecer livres e daqueles que sequer sabem o que é liberdade. Daqueles que lutaram e sempre lutarão para ser livres e daqueles que pouco importam ser livres.
O País sonhador e próspero contra o país do ignóbil sindicalismo. O País da iniciativa privada, contra o País da servidão e da conveniência do cargo público. O País da verdade contra o País do engodo. Da democracia e da liberdade contra a ditadura esquerdista.  O País dos que votam no Serra e daqueles que votaram no Lulla e agora votam na Dillma. Só nos resta esperar!!!
Nilton Flávio Ribeiro



[1] Espécie de árvore muito comuns em nossas matas.
[2] Gramínea muito utilizada para formação de pastagens.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Agredindo a democracia!


Um absurdo!
As agressões sofridas pelo candidato José Serra, acontecida no Estado do Rio de Janeiro, demonstra claramente como agem os militantes petistas. Quando não estão estudando uma forma de calar a imprensa, ou censurando religiosos que se opõe ao embusteiro governo de Lulla, eles saem às ruas a fim de impedir que o adversário faça campanha, coisas de fascistas.
Que a democracia está em risco não temos mais dúvidas, Lulla e seus comparsas estão aos poucos consolidando um sistema político sustentado na mentira e no medo. O Estado de Direito está sendo aos poucos solapados pelos interesses escusos daqueles que desejam a permanência do petismo no Governo, para assegurar os privilégios de um cargo público de remuneração fácil, e a nociva prática do “mensalão” instituída com mais rigor pelo atual governo por intermédio de José Dirceu.
Em uma coisa Lulla e o PT estão sendo competentes,  em usar descaradamente a máquina pública em benefício de uma sigla partidária com o vil escopo de permanecerem no poder. Se a candidata do Governo Dillma vier a ser eleita, veremos algo “nunca antes visto neste país”, a institucionalização de um sistema político idêntico ao de Hugo Chaves e de outros tiranetes das diversas republiquetas existente na América Latina.
Há em se preocupar e muito, pois não está em jogo somente o destino econômico do país, mas sim a liberdade de um povo.
Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)