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segunda-feira, 18 de abril de 2011

HISTÓRIA POLÍTICA VIVIDA - CONTINUAÇÃO.

 HISTÓRIA POLÍTICA VIVIDA – CONTINUAÇÃO (2ª PARTE)


Quando cheguei a Porto dos Gaúchos, já era noite e eu não vi nada. A cidade era escura e de dentro do ônibus mal dava para identificar as habitações. De umas poucas casas emanavam algum raio de Luz. Já completara 24 (vinte e quatro) horas de viagem em estradas ruins, empoeiradas e esburacadas e eu estava exausto.
Juara - Av. Rio Arinos - abril 1984
A viagem prosseguiu, e o meu companheiro ao lado, vendo que eu era novo de Mato Grosso, vinha sendo meu guia turístico. Ele era de Juara. Não lembro o seu nome e muito menos de sua aparência, porém hoje sei que era de Juara, pois ao passar por Porto dos Gaúchos, ele já foi dizendo que aquela cidade era habitada por um amontoado de “alemães racistas”. Acrescentava em seus comentários, que a cidade era uma das mais antigas do chamado “nortão”, e não havia desenvolvido devido aos preconceitos dos seus colonizadores gaúchos de descendência alemã. Esta foi à primeira impressão que tive de Porto dos Gaúchos. Uma cidade escura e habitada por alemães nazistas racistas e outros preconceituosos mais.  Ao chegar em Juara, me animei um pouco, o povo pelo menos era hospitaleiro receptivo, já no hotel pude perceber isto.
Porto dos Gaúchos - Avenida Principal - Abril 1984
                            No meu primeiro dia de estadia em Juara, fui visitar a Delegacia de Policia, onde um primo meu de segundo grau, era Delegado. Juara na época era administrada pelo então Prefeito José Geraldo Riva, hoje Deputado Estadual pela quarta vez, sendo que nas últimas eleições, foi o Deputado mais votado do Estado.

Lembro muito bem do “Rivinha”, como era chamado. Amado por uns e odiado por outros. Isto faz parte da Política. O Político é amado e ao mesmo tempo odiado. Riva se enquadrava neste perfil, porém para mim, recém chegado fui não só por ele, como por todos os Juarenses muito bem recebido, o que não iria acontecer na cidade de Porto dos Gaúchos, onde eu viria a fixar residência.
MT 220 trecho entre Novo Paraná/Porto dos Gaúchos-04/84
Muitos que irão ler estes comentários, poderão se surpreender  pelo que pretendo revelar nestes 27 (vinte e sete) anos de Porto dos Gaúchos, e certamente procurarão a ser mais receptivo com as pessoas que aqui chegam para fixar moradia. Precisa-se analisar o passado histórico, para que possamos não cometer os mesmos erros do presente vivido e até do futuro próximo.

Naquele tempo, Porto dos Gaúchos, tinha três agências Bancárias. Tinha a agência do Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), Caixa Econômica Federal e principalmente o Banco do Brasil, enquanto Juara, somente possuía a agência do Bradesco e se não me falta à memória do Banco do Estado e só. Só que Juara, pulsava o desenvolvimento, pessoas indo e vindo, caminhões lotados de toros de mogno, cerejeira e outros essências florestais, muito abundantes naquela época.

                            Já porto dos Gaúchos, era parado, mais parecendo uma grande sede de Fazenda, isto sem contar, pelo fato de ter sido o Município “mãe” dos demais hoje existente no Vale do Arinos. É preciso recordar, que Juara, Novo Horizonte do Norte e Tabaporã, pertenciam ao comando Político de Porto dos Gaúchos, do qual pertenciam antes de suas emancipações. 
MT 220 - Travessia da Balsa sobre o Rio Teles Pires-03/1984
                            Ainda, na primeira ocasião em que fui para Porto dos Gaúchos, já me preparando para fixar residência, tinha o meu escritório profissional localizado em Juara. Lembro-me como se fosse hoje, peguei carona com uns conhecidos e saímos de Juara em direção a Porto dos Gaúchos. Ia eu e mais dois conhecidos. Eu iria para adquirir um lote urbano para edificar minha casa, os outros dois estavam indo ao Banco do Brasil, cuja agência mais próxima era em Porto dos Gaúchos.
                            Um dos que me acompanhavam naquela viajem (Naquela época não existia pavimentação asfáltica por isso, o trajeto entre Juara e Porto, era considerado uma viagem. Pequena mais cansativa viagem) indagando-me o que eu iria fazer em Porto, sabendo de minha intenção em comprar um Lote, tentou de todas as maneiras em me persuadir a desistir daquilo. Sempre dizendo que Porto não era bom para se viver.
                            Dizia para que eu comprasse um terreno em Juara que lá sim iria para frente, já Porto estava predestinado ao subdesenvolvimento, devido à cultura então predominante.  Ignorei os seus apelos e prossegui em minha intenção. Tinha que fixar morada naquele lugar, somente ali existia o Banco do Brasil e estava preste a inaugurar a sede da Comarca.
                            O porque de então ser tão importante para eu, à existência do Banco do Brasil primeiro que eu tinha que buscar minha família. Eu já estava casado e minha esposa era funcionária do Banco do Brasil, evidentemente eu tinha que fixar residência onde existia a agência bancária. Segundo, sendo advogado ficaria na sede da Comarca, prestes a se instalar em Porto dos Gaúchos. (continua...)

2 comentários:

  1. Vendo as fotos, de Juara e Porto da época, já nota a paradeira que era nossa cidade. O lugarzinho parado. Afinal de contas quem era o Prefeito da Época?!! Espera que eu já vou falar, Jair Duarte, marido da Prefeita. kkkkkk nada mudou.

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  2. Nada mudou ? Obvio que mudou sim, o povo ta mudando tudo, é a MUDANÇA JÁ. kkkkkkkkk

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