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domingo, 29 de novembro de 2009

Desvio de finalidade.



Esta semana que passou em Porto dos Gaúchos, tomei conhecimento que recursos destinados à aquisição de mudas de seringa, haviam sido desviados pelos atuais gestores para compra de outros bens que não ao objetivado no convênio.


Achei estranho que isto tenha ocorrido, e questionei um Parlamentar Municipal, sendo que este de uma forma confusa tentou me explicar, que haviam sido consultados quanto à alteração e do destino dos recursos.


Como sou enxerido, resolvi por conta própria conhecer melhor do assunto, já que volta e meia sou acusado pelos atuais gestores, e pelos partidos que lhes dão sustentação de ser responsável pelas coisas que acontece em minha cidade, como por exemplo, o fechamento da rádio pirata denominada “Studio FM”, que até o princípio do ano funcionava de forma clandestina.


Lá vou eu de novo navegar no “site” do TCE para verificar as despesas efetuadas pela atual administração até os dias atuais. Bingo!.. Na Lata!,, Como diz o velho ditado “se há fumaça há fogo.” Estava lá empenhado um valor de R$ 207.200,00 cujo credor seria uma empresa denominada A.S.Caldas. (Empenho nº 002062/2009).


O recurso era para aquisição de 59.200 (cinqüenta e nove mil e duzentas) mudas de seringueiras cuja atividade era a recuperação de áreas degradadas (convênio nº 021/2007). Segundo as informações as mudas era para serem entregues aos produtores locais visando à preservação e conservação do meio ambiente. Interessante é que houve até procedimento licitatório como tomada de preço que recebera o nº 002/2009. Forcei a barra, tentei contatar os membros da edilidade local, mas estes como de costume correm de mim como o “diabo da cruz”, (se é que o diabo realmente tem medo de um pedaço de madeira qualquer. rsss...)


Alguém me disse de forma não oficial, que o após terem conseguido a nota fiscal, para apresentar na prestação de contas, usaram dos recursos para compra de um veículo “UNO”, uma grade de arrasto e uma roçadeira para o trator. É de se indagar o que fizeram com o que restou dos recursos?!


O certo é que isto não é correto, pelo pouco que entendo de convênios, se os recursos, são destinados para uma determinada finalidade, não podem ao livre arbítrio e prazer do conveniado ter outro destino que não aquele previsto no instrumento do convênio pactuado. Convênio - acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscais e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando a execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação". (Definição dada pelo Decreto nº 6.170/2007).


Se isto ocorreu houve um desvio de finalidade o que caracteriza improbidade administrativa. Se a Câmara anuiu com esta irregularidade houve desídia dos edis, que negligenciaram o interesse público simplesmente ignorando a Lei em detrimento daqueles que seriam favorecidos com as mudas conveniadas. (Sem falar da denominação legal, quando duas ou mais pessoas se unem para arquitetar um crime).


A Administração Pública se submete ao princípio da legalidade estrita. Essa terminologia surge do fato de que, ao contrário do setor privado, que pode fazer tudo aquilo que não lhe é vedado por lei, o setor público só pode fazer aquilo que a lei expressamente permite. No setor público não há liberdade nem vontade pessoal e só é permitido fazer o que a lei autoriza. “A lei para o particular significa "pode fazer assim", para o administrador público significa "deve fazer assim".”


Indago novamente, quanto custaria um veículo UNO? Quanto custaria uma grade de arrasto e uma roçadeira? R$ 50.000,00 ou R$ 60.000,00?! E o restante dos recursos?!As pessoas que estão no desempenho de uma função pública, já deviam saber que os recursos lá disponíveis, são provenientes da enorme carga de tributos a que todos nós brasileiros estamos sujeitos e zelar pela boa aplicação deles.


Dessa forma só me resta aguardar o “andar da carruagem”, no caso específico de Porto dos Gaúchos “da carroça”, ou seria do UNO, e ver o que acontece. Se houve realmente o que se propala pelo cochicho popular a coisa é séria e merece ser investigada. Com a palavra o TCE e o zeloso Ministério Público Estadual, do qual aguardaremos providencias com a instauração do procedimento legal.


Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)















terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ditadores e bestas de todo o mundo, uni-vos.



“TEGUCIGALPA, Honduras (AFP) - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, não tem qualquer previsão para abandonar a embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado desde 21 de setembro passado, garantiu nesta segunda-feira um assessor do político.” Publicou-se em um “site” na internet.


Segundo um de seus assessores, ele está lá como convidado. Porém, há de se indagar de quem?! E as despesas de sua hospedagem?! Quem estará pagando?! Acho que tais despesas estão saindo (como sempre) do bolso do contribuinte brasileiro, tudo em nome de uma desastrosa política externa comandada pelos petistas Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim.


Lula e o PT gostam de bater continência com o chapéu alheio, neste caso específico, pagar a conta com a carteira de outrem (leia-se contribuinte brasileiro).


Há de sugerir-se aos petistas palacianos, que abra as portas da nossa Embaixada para receber os que querem se exilar em Cuba. Isto mesmo na terra do “Companheiro” Fidel. Mas primeiro, é importante que se amplie as instalações daquela embaixada, pois serão muitos os descontentes.


Certamente os Petistas do Governo, entregarão a Polícia da Ditadura Cubana, os descontentes que buscarem abrigo em nossa embaixada, como entregaram os boxeadores Cubanos que fugiram da concentração dos Jogos “Panamericanos”, realizado no Rio de Janeiro. Lembram!?! Não faz muito tempo.


Cesare Battisti à parte, lá vai os nossos Petistas de sempre, querendo impor ao mundo e a nós brasileiros, sua política esquerdista de proteção de terroristas e ditadores. E viva Fidel!! E viva Hugo Chaves!!..Em breve estaremos recebendo em nosso solo mais um lunático ditador, o Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinijad (Mulheres e Homossexuais se cuidem)


Quanto à visita do Ilustre Governante Iraniano, vou sugerir ao Presidente Lula Molusco da Silva, que convide para participarem de sua recepção os alunos da Unibam, certamente a visita será inesquecível. Ah! Enquanto vocês mulheres, que forem convidadas para tal recepção, não se esqueçam de cobrir a cabeça e andem sempre atrás dos seus maridos como manda a Lei Islâmica. Mini saia nem pensar!?! Não se esqueçam da grotesca cena dos “universitários” da Unibam.


Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com).


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Festas e cestas básicas.



Uma coisa ninguém pode negar, nossa cidade (Porto dos Gaúchos) tem vivido momentos de festas e de descontrações. Querem saber, que se danem os empregos prometidos o que eu quero mesmo é festar.


Não importa se as coisas não estão como nos foram prometida, válido mesmo é minha cesta básica no final do mês. Para que eu quero trabalhar, não sou louco, vou continuar a jogar meu truco no pátio da rodoviária, correr meu “espinhéu” no raiar do dia, e iscá-lo novamente no cair da tarde, que se exploda o resto.


No final do mês, mando minha mulher sacar o “bolsa família” compro mais uma litrão de “jamel”, tomo uns tragos e retorno para a sombra de uma árvore e junto com meus amigos continuo o joguinho de truco.


Esta faltando beatificar mais alguns “santos”, para criar mais dias santos como feriados para que possamos passar mais tempo na beira do rio, dando um mergulho, afinal de contas está aí o aquecimento global.


Cabo de enxada!?! Deus me livre! Foice!?!. Só na bandeira vermelha e junto com o martelo, e bem longe de mim. Eu quero votar na Dilma e ajudar a acabar com quem inventou o serviço. Serviço!?! Trabalho!?!, Isto é coisa de “capitalista” para nos explorar!. Quero mesmo é ser sindicalista, perder um dedo e me aposentar, de preferência um que não me prejudique em enrolar um palheiro com fumo “cavalinho”, iscar o anzol ou segurar um copo de cachaça.


Precisa ter mais festas como, em todas as noites de Lua, seja na cheia, minguante, nova, crescente e etc...Importante é que tenha festa. Como já disse, eu quero é festar.


As estradas estão ruim!?! Dane-se, não tenho carro mesmo. O preço dos produtos agropecuários estão caros!?!, Que se dane, não planto e não crio nada mesmo, ganho tudo no final do mês. Estes produtores só sabem reclamar, o importante é que não falte arroz na cesta básica, e se o preço subir o Lula importa de outros países, a final de contas “sou brasileiro e não desisto nunca”.


É triste né!?!, Mas já ouvi muitas pessoas, pensando e agindo como acima exposto.


Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)








sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Já estamos no 11º meses. E nada de novo no front.


Pois é, entramos no décimo primeiro mês de administração de Carmem Duarte, e insisto que nada de novo nos vislumbra, e a população Portogauchense já começa a ficar intranquila e descontente com a situação local. Onde estão as obras públicas e os empregos prometidos?!

Muitos insistem em querer me convencer que na política é permitido mentir para conquistar os votos dos eleitores, quando cobro ou critico o ostracismo que começa a reinar em nossas ruas.

Concordo que ao Político antiético o sistema lhe faculta a prática do engodo e da mentira, porém o eleitor não é obrigado a aceitar ou ser vítima de estelionato eleitoral. Muitos votam acreditando no comprometimento do candidato e suas propostas eleitoreiras. Aliás, o lema, o “slogan”, era “mudança já”.

É importante salientar que de mudança em mudança muitos inconformados com a situação, já arrumaram seus apetrechos sobre os caminhões e partiram em direção de outras cidades.

Eu ainda quero acreditar que tudo se resolverá, e o que eu chamo de estelionato eleitoral, ficará somente em uma lembrança passada. Quero ver os nossos atuais desempregados, picando cartão na entrada da Sadia prometida em cima do palanque pelos políticos eleitos.

Quero ver obras públicas sendo edificadas, como o aumento da malha de pavimentação asfáltica no perímetro urbano. Desejo realmente ver mudanças, mas não de pessoas partindo, mas sim de pessoas chegando.

Quero ainda acreditar, mesmo que os fatos indiquem o contrário! Não quero ver famílias vivendo de esmolas governamentais ou cestas básicas, pois isto serão indícios da consolidação da miséria e da falta de perspectivas futuras.

Tenho esperanças que as “mudanças já” gritadas nos palanques, não seja mais um “slogan” barato que a cada dia que passa vai ficando no passado. Quero realmente ver uma “nova história” sendo escrita com razão, perseverança e sustentada na verdade e não sendo adiada para um futuro de incertezas e de mentiras.

Quero ver uma Câmara ostensiva. Quero ver vereadores atuantes, e não acomodados no conveniente silencio. Quero ver vereadores comprometidos com o povo e não com os interesses pessoais ou do Paço Municipal.

Chegou à hora da cobrança, e todos os eleitores Portogauchenses têm o dever de cobrar os compromissos de palanques, mesmo sabendo que muito deles eram promessas eleitoreiras, forjadas em mentiras e no engodo. Cobrem, exijam este são direitos de todos nós eleitores independente para quem tenham votado. Cobrança já...

O Município de Porto dos Gaúchos como ente federativo, não suportará mais um período de descaso, não suportará mais o abandono de outrora, é chegado a hora daqueles que se comprometeram com o povo em busca dos seus votos comecem a fazer realmente sua parte.

Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)






terça-feira, 3 de novembro de 2009

Seriam OVNIs?!



Existe uma passagem em minha vida, que até agora mantive oculta em minhas lembranças, sendo que somente contei este acontecido a membros de minha família ou algum amigo mais próximo.


Há muito tempo atrás, ainda quando estudante de Direito, não posso afirmar com certeza, mas parece que fora no ano de 1982 ou 83, não me lembro à data precisa, quando retornávamos da Faculdade de Marília para Assis onde morávamos avistamos algo no céu que até hoje me intriga.


Naquele tempo, estudantes universitários que moravam em Assis e que optaram em fazer seus cursos na cidade de Marília, fretavam Ônibus que os levassem e os trouxessem todas as noites em um trajeto de ida e volta em aproximadamente 136 km.


Os exclusivos passageiros eram estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Assistência Social e outros cursos que não me recordo muito bem, mas, principalmente o de Direito em sua grande maioria. Os Cursos eram noturnos, pois os estudantes que optaram por aquele horário trabalhavam e moravam em Assis, onde na época não existia os cursos oferecidos pelas Universidades de Marília. O mais importante de tudo isso, que cada estudante pagava do seu próprio bolso as despesas com o transporte, ao contrário do que se vê hoje em dia.


Para quem não conhece aquelas paragens, a SP-333 ligando Assis a Marília, é muito bonita, pois abrange a região plana do conhecido Vale do Paranapanema, para após Echaporã, já pegar uma região montanhosa conhecida por nós como “Serra de Marília”(Serra dos Agudos). De cima da Serra, quando se retorna de Marília para Assis, pode se avistar todo o Vale do Paranapanema. A paisagem noturna era marcada por aglomerados de luzes no horizonte, das diversas cidades daquela região.


Em uma noite daquelas quando retornávamos para casa, por volta das 23:30 horas alguns dos estudantes dormiam embalados pelo balanço do veículo, outros como costumeiramente faziam, jogavam truco no fundo do ônibus enquanto outros conversavam com seu colega de poltrona ou simplesmente contemplavam a noite estrelada pela janela do transporte, e bem na altura da Serra, quando já avistava o Vale do Paranapanema e ao longe as luzes de Assis, o silêncio fora quebrado pela gritaria de alguns estudantes, que apontavam para o céu em direção um amontoado de luzes azuladas que em grandíssima velocidade cortavam a noite bem dos lados do Paraná para em poucos segundos desaparecer no horizonte.


Nem todos que estavam no veículo puderam ver o que tinha acontecido, pois logo em seguida o motorista escutando o agito e os gritos dos estudantes ligou as luzes interna, isto nos ofuscou devido a claridade, porém eu fui um dos poucos que cheguei ver aquilo no céu. Lembro que quem viu também foi o colega que estava na poltrona da frente, se não me falha a memória, seu nome era Victor ele também chegou a ver e foi uns do que aos gritos alertaram os demais.


Ao chegar em casa, meu pai veio a abrir a porta como sempre fazia, e narrei o acontecido para ele, que no momento não deu muito atenção, talvez achando que seu filho como diz-se na gíria, havia fumado um “cigarrinho do capeta” e estava vendo coisas.


Meu pai, na época já aposentado, tinha o costume de navegar nos noticiários da tevê nos diversos canais que tinha acesso, e naquele dia de manhã colocara no telejornal de uma emissora da cidade de Londrina(PR), que noticiou o fenômeno como sendo “uma esquadrilha de disco voadores no céu de Londrina”, e quando retornei do trabalho para o almoço ele me narrara o que havia assistido na televisão.


Alguns dias depois, meu irmão mai velho, retornara de viagem da cidade de Jardim no Mato Grosso do Sul, onde havia estado para instalar uma estação de rádio amador em uma fazenda local, e quando conversávamos ao tocar no assunto, ele dissera que também lá, naquele dia e no mesmo horário outras pessoas haviam visto as luzes no céu.


Até hoje, nas noites estreladas e quentes de verão, quando deito na rede armada na varanda da minha casa na fazenda, olho para a imensidão celeste e lembro-me das luzes que vi cortando o céu em velocidade por mim jamais vista. E faço-me a mesma pergunta, seriam OVNIs ?!


Muitos insistiam que aquilo poderia ser um meteorito ou “estrela candente” como popularmente é conhecido alguns fenômenos que riscam os céus em noites estreladas. (“Um meteorito é a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos de asteróides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilômetros de diâmetro alcançam a superfície da Terra, pode ser um aerólito(rochoso), siderito (metálico) ou siderólito (metálico-rochoso)” ¹).Tais fenômenos acontecem quando um pequeno destes objeto ou pedaço de rocha ao entrar em contato com atmosfera da terra se incendeia para logo desintegrar-se, porém aquilo que vimos naquela inesquecível noite movia-se em grande velocidade no horizonte noturno.


Só tenho certeza de uma coisa, aquilo que avistei naquela noite não era deste lugar que conhecemos como terra. É só mesmo vendo para acreditar.

1(nota) - Trecho extraído da Wikipédia.


NILTON FLÁVIO RIBEIRO (niltonflavioribeiro.blogspot.com)


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pavimentação Asfáltica – Lembranças e expectativas.



Desde há muito quando aqui cheguei ao Vale do Arinos, tenho visto a luta incessante do nosso sofrido povo pelo tão sonhado asfalto, pintando de negro nossa esburacada MT 338, ou simplesmente “Baiana”.


Nos idos de 1984, esta região pulsava com esta expectativa, veículos e máquinas da Andrade Gutierrez circulavam nas estradas empoeiradas da nossa região. Grandes clareiras eram abertas nas margens destas estradas onde de um dia para outro se edificavam os acampamentos dos operários da construtora. Casas para locar, principalmente em Porto dos Gaúchos, era uma loteria, quando não objeto de disputa entre os diversos interessados que aqui aportavam inflacionado o quase insignificante mercado locatício de então. Não havia moradias suficientes para abrigar as pessoas que estavam chegando trazidas pela construtora ou simplesmente outras em busca de trabalho ou de um futuro até então promissor.


O Banco do Brasil há mais tempo em Porto dos Gaúchos, vendo a deficiência em arrumar moradas para seus funcionários, saiu na frente, construindo duas ótimas e grandes casas para seus gerentes e uma série de pequenas mais também boas para os demais funcionários, e assim ia resolvendo-se o déficit habitacional de então.


Na nossa velha e conhecida “baiana”, as pontes já haviam sido edificadas em alvenaria, o leito carroçável da estrada levantado e devidamente cascalhado como exigia o projeto de engenharia da época. O Estado era Governado por Julio Campos, carinhosamente chamado por seus simpatizantes de “Julinho”. O Município de Porto era comandado por Jair Duarte e sua estridente gargalhada, esposo da atual Prefeita Carmem Lima Duarte, Novo Horizonte era simplesmente Distrito e Juara administrado por José Geraldo Riva.


A estrada da baiana vinha cortando a exuberante selva existente para encontrar-se com a MT 220 vindo de Sinop, juntos iam a Porto dos Gaúchos ligando Novo Horizonte do Norte e Juara. Nas proximidades de Porto dos Gaúchos onde hoje existe a ponte sobre o Rio Arinos, edificada em madeira, havia uma balsa que e levava de um lado para o outro do Rio os veículos da construtora e dos diversos transeuntes que por ali circulavam. Posteriormente mudaram-se o trajeto para como é hoje e quem perdeu foi o município Portenho.


Esta ligação era a continuidade da MT 220 que ligaria Porto dos Gaúchos a Juína, do outro lado do Rio, antigo Município de São José do Rio Claro, atualmente pertencente à Juara, as obras prosseguiam cortando a selva. Havia também acampamentos dos operários da Empreiteira Andrade Gutierrez, e tudo indicava que a estrada seria rasgada até encontrar o Município de Juína, porém repentinamente tudo parou. Houve um silêncio entristecedor, os acampamentos foram abandonados, veículos, máquinas e equipamentos da Construtora foram levados para outras regiões, e o Vale do Arinos, via sua esperança esvanecer na poeira do chamado período “da seca”, e no “das águas” lamas e atoleiros.


Passados estes 25 (vinte cinco) anos, muita coisa mudou. A pavimentação asfáltica vindo em sentido contrário e aos pedaços chegou a Porto dos Gaúchos. Juara em breve inaugura o trecho do seu acesso Ligando Juína e a capital do Estado. Já falam em pavimentar-se a MT 220 ligando o Vale do Arinos a Sinop, enquanto a nossa velha baiana (MT 338) vai sendo esquecida por todos.


Para nós moradores da região de Porto dos Gaúchos o acesso mais perto para capital do Estado seria por enquanto a MT 338. Custo a entender por que insistem tanto em pavimentar-se primeiramente a MT 220 (não que esta seja menos importante) e não a baiana. Teria outro acesso ainda muito mais perto não somente para nós portogauchenses como para todos habitantes do Vale Arinos, ligando-nos a Cuiabá, indo pela região do Postinho ou Catuaí, passando por Brianorte, Nova Maringá, São José do Rio Claro (desta cidade em diante já há pavimentação), Diamantino encontrando a BR 163 na região conhecida por “Posto Gil” para finalmente passando por dentro da cidade de Rosário do Oeste encontrar a estrada da Guia recém pavimentada e sem tráficos de veículos pesados e assim chegar-se a Cuiabá. Bem mais perto para se ir, só que ainda tem um considerável trecho de estradas não pavimentadas, apesar de atualmente estarem bem conservadas.


Hoje o cenário político da região é um pouco diferente do passado antes narrado. Blairo Maggi há oito anos passados era desconhecido do povo mato-grossense atualmente é Governador por dois mandatos, Julinho é Conselheiro do Tribunal de Contas, José Geraldo Riva é o nosso Deputado, Novo Horizonte do Norte é Município, Jair Duarte (a risada é a mesma) é esposo da Prefeita Carmem, e a Baiana está lá esperando para ser pintada de preto.


As eleições Presidenciais, Governadores, Deputados Estaduais e Federais e Senadores acontecem no ano vindouro (2010), vamos ficar espertos nos acertos de bastidores e nos compromissos que os candidatos terão com o nosso povo principalmente no que concerne a pavimentação da velha e conhecida “Estrada da Baiana”. Queremos andar pouco, com segurança e em menos tempo em direção a região Sul do País, onde se encontra o maior mercado consumidor Brasileiro.


Por quanto somente queremos o tão sonhado Asfalto, quiçá futuramente os trilhos de uma ferrovia. Sim por que não !?! Citando Barack Obama, “we cam”, ou seja, nós podemos.


Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)















segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E a guerra continua.

E a guerra continua!..



Esta tornando-se corriqueiras as matérias veiculadas na mídia, sobre o confronto entre a Policia Militar e os Traficantes que dominam os morros e favelas cariocas.


Meche e vira, lá estão os Policiais tentando subir o morro, entrincheirados entre os barracos e muros, enquanto de cima os traficantes os recebem com uma saraivada de balas. Ao fundo da matéria pode-se ouvir o pipoco repetitivo das automáticas, enquanto o povo corre de lado para outro perdido entre os muitos disparos.


Vez o outra (quase sempre), um ônibus é queimado pelos irados traficantes, ou pela própria população cumprindo ordem do tráfico.


Guerra sem nações, mas uma guerra, onde o Estado vive acuado pelos criminosos, e o Governo Federal silente e complacente com os fatos. A população boquiaberta frente ao aparelho de televisão vendo as cenas do confronto, enquanto espera a próxima novela, encarcerada em sua cela privada que insistem em chamar de lar.


Estamos presos, entre o certo e errado, entre o bem e o mal, perdidos na imensidão de Leis e instituições, sumidouros dos recursos públicos provenientes dos nossos impostos.


O Rio não é a Iraquiana Bagdá, nem a Afegã Cabul ou Islamabad Paquistanesa, entrincheirados nos morros não estão os Talibãs ou qualquer outro seguidor Árabe com suas loucuras Tribais, dispostos a morrer por Alá, mas sim, narcotraficantes lutando por mais território onde possam ganhar dinheiro com a venda de armas e drogas.


Uma carreira ali, uma pedrinha lá, um baseado acolá, o tráfico vai mantendo seu império de terror e de movimentação de enormes cifras, arregimentado para seu exército de criminosos uma equipe de bandidos bem renumerados e muito mais armados, enquanto o Estado movimenta tropas de soldados mal remunerados. Quem vencerá esta batalha?! O Estado ou o narcotráfico? Somente o tempo dirá.


Enquanto isso não se define, o povo continuará recluso em suas prisões, esperando a próxima novela, e ouvindo o tiroteio que se ecoa dos morros. Lá fora os bandidos se movimentam impingindo aos Governados cumpridores das Leis, vítimas dos diversos assaltos e seqüestros o forçado toque de recolher. Prisioneiros em suas próprias casas, vendo alguns Políticos insistirem com o velho discurso do desarmamento.


Nilton Flávio Ribeiro (niltonflavioribeiro.blogspot.com)