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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Novidades na avenida central.



    Tem aqueles que não gostaram e acharam o gasto excessivo, mas eu particularmente gostei. Do que estou falando?!! Das floreiras estão sendo colocadas no trevinho de entrada e canteiro central da avenida principal de nossa cidade.

    Mudou um pouco a cara do centro da cidade, vamos ver como irão se comportar os vândalos de plantão?!!

    Está na hora da Prefeitura começar a pensar em investir na segurança, dos órgãos e equipamentos públicos. Câmaras de seguranças poderiam inibir em muito as ações criminosas daqueles desocupados noturnos movidos a álcool e drogas.

    Quanto às floreiras tenho certeza ainda irá ser objeto de crítica como também de elogios, o que é natural em uma democracia. Pelo menos estão começando a pensar na estética da cidade. Parabéns!!!


domingo, 17 de novembro de 2013

Mensaleitos presos?!!



     Mensaleiros são recolhidos à prisão. Será uma prisão mesmo?!!
   Olhem confesso que vejo com desconfiança a prisão dos mensaleiros, figurinhas carimbadas do petismo nacional. Fico imaginando eles em uma sela especial cercada de mordomias e planejando as estratégias da campanha do ano vindouro.
   Convenhamos o PT é um partido odiado, invejado e admirado. Ele consegue manter um amontoado de doentes mentais que ainda acreditam na conversa dos seus líderes de que estão sofrendo perseguição política.
   Eu modéstia a parte, acho que no caso do PT, perseguição política para eles é pouco, pois estes seres, desde o princípio de suas existências como partidários, sempre conspiraram contra as liberdades democráticas. Quem conspira contra a liberdade e flerta com ditaduras, deve ser desprezado.
   Infelizmente em nosso país de governantes de tendências bolcheviques, costumam de uma forma ou de outra manipular as massas para se manterem no poder. Eu já postei neste blog, que não confio no sistema eleitoral brasileiro!!! Acho que é muito frágil e fácil de manipularem resultados.
   Não estou falando de resultados regionais, para Prefeitos e vereadores, (insignificantes) mas para as eleições nacionais, Presidente, Governadores,  Deputados e Senadores. É aí que surge minha desconfiança.
   Bom quero esclarecer que são somente desconfianças, coisa de um brasileiro acostumado a ver o governo e as instituições públicas como inimigas.
   No caso dos mensaleiros irei aguardar o andar da carruagem, e se eu estiver errado, aplausos para o país e suas instituições. Se não...estaremos todos ferrados.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PERSEGUINDO A VINGANÇA – 8ª PARTE.



        Já havia passado algum tempo da chegada de Tião a Rosário do Oeste, e este encontrara serviço em um Posto de combustível às margens da BR. O Posto pertencia ao Sr. Paulo Correia, homem simples, de postura íntegra, porém severa.
                   Paulo havia arrumado serviço de frentista ao jovem Tião. O que este recebia não era muito, porém lhe era franqueado o almoço o jantar e o café da manhã, que eram servidos na pequena lanchonete existente nas dependências do estabelecimento. Tião ainda podia dormir em um quartinho existente aos fundos da Borracharia, onde vez e outra ajudava o velho Vitor, antigo borracheiro daquelas bandas.
                   Pela manhã, o jovem Tião ao levantar-se, encontrou com o velho Pedro, senhor aposentado que ainda trabalhava como guarda noturno do posto, que se dirigiu a ele com um bom dia todo sorridente.
                   _ Bão dia minino Tião!
                   _ Bão dia Seu Pedro! Como é que vai a patroa ?
                   Respondeu Tião ao velho guarda.
                   _ Vai bem obrigado. Respondeu-lhe o ancião com alegria.
                   _ Vamo tomá um cafezinho lá na lanchonete. Falou o velho Pedro, colocando a mão trêmula nas costas de Tião.
                   Pedro era um senhor muito simpático, e estava aposentado pelo Funrural, seu trabalho como guarda no Posto, contribuía para que este complementasse sua pequena renda mensal.
                   Pedro era um antigo morador de Rosário e havia chegado por aquelas bandas oriundo de Minas Gerais ainda jovem, acompanhando as primeiras levas de migrantes que atendendo o chamamento do Governo Vargas, correram em busca de colonizar o sertão brasileiro.
                   Certa vez contara a Tião que seu destino era o Norte do Estado, mas cansado de viajar resolver se estabelecer naquela antiga cidade Matogrossense.
                   Dizia que ali podia fazer suas costumeiras pescarias no Rio Cuiabá e nos seus afluentes, quando não abater umas Pacas e Caititus, do serrado próximo a Rosário.
                   O velho tinha nos poucos cabelos que lhe restavam um branco amarelado, que Tião achara que era devido ao grosso cigarro de palha que frequentemente trazia entre os dentes. No seu rosto haviam profundo sucos que denunciavam um homem sofrido.
                   Tinha suas mãos trêmulas os dedos  deformadas pelo início de uma artrose, e com cicatrizes antigas do labor na roça.
                  Por um momento o jovem Tião, voltou no passado recente de sua vida, quando vivia com o seu pai sua mãe e sua irmã a margem do Rio Arinos. Lembrou das caçadas de pacas do grito estridente das araras, das maritacas, do canto do nhambu, do pio do Macuco, e os seus olhos encheram de lágrimas. Por uns instantes Tião havia esquecido por que tinha vindo morar em Rosário. Mas em  seguida lembrou dos dois homens que seria o motivo de sua sina, e naquele momento seu peito encheu de cólera. Tião, no entanto se conteve, controlou sua mágoa, disfarçando-a com um amargo sorriso, respondendo ao velho.
                   _ Vamo sim. Tô morrendo de vontade de toma um café.
                  E assim os dois caminharam em direção da cantina onde Dona Nena, uma velha senhora os aguardava com uma térmica de café quente.
                   Após ter saboreado o café, acompanhado de um pedaço de bolo de fubá, uma das especialidades de Nena, Tião caminhou em direção das bombas de combustível, onde já encostavam alguns madrugadores camioneiros.
                   O serviço no posto era bastante movimentado. O posto estava localizado as margens da BR 364. Esta importante rodovia que liga a bonita Cuiabá, Capital do Mato Grosso as cidades do conhecido Nortão. Ela muda de nome no entroncamento do Posto Gil, já subindo a Serra da Caixa Furada logo após o Divisor das Águas, da Bacia do Prata com a Bacia Amazonas. Ali no Gil, como é conhecido áquela localidade, a rodovia faz um birfucação. A direita de que vem da Capital do Estado, segue sertão a dentro com a famosa Cuiabá/Santarém, com o nome de BR 163. A esquerda segue para Diamantino e outras importantes cidades do noroeste matogrossense.
                   No final do dia, ao término dos afazeres do posto, Tião já de banho tomado, logo  após o jantar, sentava-se a frente da borracharia para conversar com o Sr. Pedro. Ali entre uma conversa e outra observava a movimentação da rua, que ligava a cidade de um lado a outro da  rodovia. Foi em um desses dias, que viu uma jovem mulher, que acompanhada de sua família, passava  frente a borracharia, todas as quartas feiras, domingos e feriados. A garota era bonita, vestia-se do modo simplório, com roupas abaixo do joelho. Tinha os cabelos negros longos, que caía na parte de trás até a altura de seus quadris. Os seus olhos eram castanhos escuros sua pele morena e quando passava deixava no ar um cheiro suave de rosas.
                   Um dia quando conversava com o velho, via que a garota, ia passando em companhia de seus pais e irmãos. Tião criando coragem, então perguntou ao Velho Pedro.
                   _ Véio, quem é esta guria, que sempre passa por aqui ?
                   Pedro abriu um largo sorriso, virou do lado e deu uma cusparada e em seguida foi falando com o seu jovem amigo.
                   _ Tô vendo que o minino Tião tem bom gosto prá rabo de saia. A menina chama Rosilda, é fia do Salvador, e toda vez que passa por aqui está indo para Igreja. Ela e a famia é crente da Assembléia de Deus. Você não viu que carregam a rapadura em baixo do braço. Completou o velho com uma larga e marota risada.
                   Tião ficou observando a menina, que também o já havia notado, e de vez e outra,  olhava furtivamente para traz, sem que seu genitor ou outro membro de sua família viesse notar.
                   Pedro em seguida falou.
                   _ Escuta menino, eu não sou lá muito religioso, mais minha véia, esta, tá todo o dia com a Bíblia não mão, apesar de nem saber ler direito. Eu acho que minha véia nem sabe lê. Se o menino quizé, um dia levo oçê  prá almoça lá em casa. A Rosilda quase todo domingo visita minha véia para lê a Bíblia para ela. Coisa de crente.
                   Os olhos de Tião brilharam só de imaginar que poderia conhecer pessoalmente aquela simpática garota. Naquele instante ele não mais pensava como a cabeça ou o coração de um obstinado vingador, mas sim de um Jovem prestes a apaixonar-se. Então ele disse.
                   _ Mais não vô recusa memo. Se o Véio convidá, e claro que vô. – Encerrando sua prosa com um largo e feliz sorriso.
                   Seus olhos negros agora brilhavam de ansiedade para logo conhecer e ser apresentado àquela jovem bonita mulher que costumeiramente via passar frente ao posto.

         CONTINUA.....




domingo, 10 de novembro de 2013

Sinfonia do final da tarde.



    No fundo do quintal de minha casa existe um palco. Na verdade um imenso palco.
    Todo final de tarde juntam-se ali milhares de seres para juntos lançarem em coro uma estridente e barulhenta sinfonia.
    São periquitos e maritacas, vez  e o outra junta-se a eles alguns papagaios e araras e juntos dominam o entardecer no ensurdecedor barulho que até mesmo abafou aquele outro e não agradável barulho vindo dos veículos equipados com caixas que fizeram da avenida seu palco.
    Porém o cantar dos barulhentos pássaros, não incomodam tanto como o ruído dos veículos e de suas músicas de uma nota só.
    Conforme a noite vai aproximando, eles revoam cantando dão uma volta sobre o quarteirão para em seguida pousarem novamente naquele imenso formoso palco, formado por um ipê e um eucalipto que despontam sobre as demais árvores.
    O frenesi  prossegue até que o escurecer domine por completo o entardecer. O cantar dos pássaros agora dão espaço ao silêncio da noite, porém lá da avenida, prossegue aquela sinfonia irritante de uma nota só. Tuf! Tuf! Tuf!...Tuf! Tuf! Tuf!......
    Nesta hora sinto falta da algazarra dos pássaros, que com seu barulho agradável abafava por completo o tuf, tuf dos veículos.
    Tuf, tuf para lá! Tuf, tuf para cá! Fazer o que né, cada um gosta do que gosta!!! Dizem que a hiena, animal típico das savanas africanas, sem alimentam de restos de outros bichos, principalmente de suas vísceras. Literalmente comem merda e ainda rí!!! Riem do que afinal!!!!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PERSEGUINDO A VINGANÇA – 7ª PARTE


                      Naquela manhã quando tomava café na cozinha, dissera Tião a sua mãe.
                   _ Mãe, tô ganhando uma mixaria, lá no boteco do Julinho. Tô pensando e ir embora prá uma cidade maió, prá vê se arrumo serviço mió. Fiquei sabendo que lá em Rosário do Oeste, tem muito serviço. Tô pensando em dar um pulo lá.
                   Maria escutou o que o filho falava para ela, e viu que ele estava virando um homem, pois este agora tinha já dezessete anos de idade. E disse ao rapaz no seu jeito simples de cabocla.
                   _ Ocê é qui sabe meu fio. Se é prá o teu bem vai com a proteção de Deus e do Nosso Senho Jesus Cristo.
                 Tião vendo que a mãe havia concordado, disse para ela buscando confortar a sua aflição e o medo de nunca mais ver o filho.
                   _ Pode ficá tranquila Mãe, eu não vou esquece da Senhora ou da minha irmanzinha. O dinheiro que eu ganhá, mando para oceis ir vivendo, e assim, que der certo mando buscá oceis.
                   A mulher sorriu, e acariciou os cabelos negros do filho.
                   Tião retornando ao Boteco de Julinho falou de sua intenção ao patrão, pedindo que este arrumasse outro para o seu lugar. Julinho lhe dirigindo a palavra disse.
                   _ Vai com Deus garoto, e que ele lhe ajude a arrumar um serviço melhor.
                  Passado algum tempo Tião, em uma tarde seca do mês de agosto dirigiu-se a Porto dos Gaúchos, cidade  próxima do Sapecado, em carona na boleia de um caminhão de toras. Chegando lá foi até a rodoviária comprando uma passagem para Rosário do Oeste. Mais o que ninguém sabia, era que em sua bagagem levava, um revolver calibre 38 que havia comprado de um Policial, e no peito uma insaciável sede de vingança. O jovem queria encontrar os autores do horrendo crime que vitimou seu querido pai.
                   Ele sentado na pequena Rodoviária de Porto dos Gaúchos, aguardava apreensivo que o ônibus chegasse. Enquanto esperava, absorto em seus pensamentos, sentia a brisa fresca que acariciava seus negros cabelos. Misturado ao vento vinha um forte cheiro de poeira que levantava das ruas se pavimentação da pequena cidade Matogrossense. Junto com a poeira vinha um cheiro amargo de serragem, oriundos das serrarias que circundavam a cidadezinha.
                   Próximo das 23:00 horas, já com considerável atraso, o ônibus encostou. Ao parar na pequena plataforma, pessoas desciam de seu interior, correndo em direção ao banheiro ou em direção ao boteco que funcionava no interior da rodoviária.
                   Tião dirigiu-se até o motorista do veículo, apresentado sua passagem ingressando imediatamente  no seu interior. Pairava no ar, um desagradável cheiro de cigarro, misturado com  um  forte odor de suor que dava ao ônibus uma aparência de sujeira e abandono.
                   Sentou-se em sua poltrona que com sorte havia conseguido próximo à janela, observando o movimento aos arredores da Rodoviária. Quando a Luz da cidade se apagou. Os motores que geravam energia para a urbe, tinha hora certa para seu funcionamento, e após seu desligamento, deixava a pequena cidade com ares de sede de Fazenda. O motorista tomou seu assento funcionando o veículo, enquanto os passageiros pressentindo a sua partida corriam para tomar seus lugares.
                   O ônibus deixou o pequeno terminal rodoviária, contornando os persistente buracos da rua, herança das últimas chuvas e que ainda não havia sido arrumados tomando seu destino final, ou seja, a Capital do Estado.
                   Enquanto o veículo balançava de um lado para outro, devido à má conservação da estrada,  Tião observando pela janela, via a claridade da Lua refletida sobre as gigantescas árvores. Vendo isto, vinha em sua cabeça as boas recordações da época em que morava com sua família na posse da beira do Rio Arinos.
                   Porém, as boas recordações, em seguida eram afogadas pelas lembranças do dia em que seu pai havia sido cruelmente assassinado, e o seu coração novamente enchia de dor, revolta e ódio.      
               Com o balanço do velho ônibus o jovem Tião adormeceu, enquanto o veículo seguia noite adentro.    
                   Depois da cansativa  viajem sacolejando dentro daquele desconfortável ônibus, o jovem caboclo, pode ver surgindo entre os morros, seu destino final. Era a pequena cidade de Rosário do Oeste, outrora Nossa Senhora do Rio Acima. Cidade antiga, fundada por Bandeirantes e garimpeiros às margens do Rio Cuiabá e do que é hoje é a rodovia Cuiabá /Santarém.
                   Já era noite do outro dia de sua partida, quando o veículo encostou na pequena rodoviária. O jovem não tendo para onde ir, permaneceu no recinto sentado em um banco, onde de vez em quando tirava um cochilo esperando o dia amanhecer.

CONTINUA.........