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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Coisas da Política Portogauchense.


Com o aproximar dos embates políticos, para o próximo pleito eleitoral de Outubro vindouro, lembrei-me de um fato hilariante acontecido nas eleições passadas.
O fato acontecera comigo, pois naquela época eu presidia o meu Partido de coração o PSDB em minha cidade, e de uma forma ou de outra estava envolvido e interessado no desenrolar da campanha.
Eu já tinha escolhido o meu candidato a Vereador, e me propus em ajuda-lo em sua campanha, arrumando-lhe alguns votos.
Todos que me conheciam sabiam da minha posição crítica em relação ao Governo Petista, pois nunca escondi o desprezo que nutria pelo então Governo de Lulla e sua camarilha de mensaleiros. Aliás desprezo este que prosseguiu com a sua sucessora.
Devido a este posicionamento os “petistas” locais sempre me detestaram, pois o meu posicionamento político era claro e público quanto à forma de desgoverno implantada pelo execrado governo dos aloprados petistas.
Pois bem, o meu candidato a Vereador de então, iria realizar um reunião em sua casa, e como havia ele, convidado alguns petistas para o evento, me procurou naquela tarde, e simplesmente me desconvidou para aquele ato político, alegando que os petistas que iriam dela participar não gostavam de minha pessoa.
Imaginem um candidato Tucano, desconvidando o Presidente do seu Partido para uma reunião simplesmente porque petistas que lá estariam não gostavam da sua posição crítica. Hilariante não?!!!
Interpelado pelo candidato com sua absurda proposta, tranquilizei-o dizendo que não iria no evento por ele promovido, e acrescentei que ele trocava o certo pelo duvidoso.
A partir daquele momento escolhi outro candidato para direcionar meu singelo, sincero e único voto, uma vez que o antigo achara muito mais importante o voto de petistas que para ele não votariam.
Apurado os votos, aquele candidato, que havia relegado um precioso e sincero voto, por votos duvidosos de um ou dois petistas, não conseguira seu intento, não sendo eleito por apenas um único voto.
Um único e precioso voto  daquele que deselegantemente fora desconvidado para uma reunião, somente porque se posicionava de forma clara e transparente seu  desprezo por petistas.
Sirva de lição para os atuais candidatos, sejam eles a Prefeito(a) ou a Vereadores, mais vale um Tucano na mão do que dois petistas voando!!! Rsssss.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

CARICATURA OU CHARGE?!!


Uma breve síntese histórica. Vamos entender:
Chama-se caricatura todo desenho que acentua detalhes ridículos. "O desenho caricatural constitui um gênero de cunho satírico, mas não obrigatoriamente cômico. A caricatura é a reprodução gráfica de uma pessoa, animal ou coisa, de uma cena ou episódio, exagerando-se certos aspectos com intenção satírica, burlesca ou crítica. O vocábulo (do italiano caricatura, de caricare, "carregar", "acentuar") foi utilizado pela primeira vez em 1646, para designar uma série de desenhos satíricos de Agostino Carracci que focalizava tipos populares de Bolonha. O termo, porém, já fazia parte do jargão artístico".
"Sua História tem início nas antigas civilizações: os assírios gregos e romanos fizeram uso da caricatura. Esta arte, porém, só floresceu por volta do século XVII. O primeiro caricaturista foi o pintor “Annibale Carraci”, em 1600, mas foi “Willian Hogarth” que a popularizou em 1730 e depois “Honoré Daumier”, francês, que usou a caricatura como protesto político. No Brasil, a caricatura apareceu no Segundo Reinado, em 1837, mas encontrou grande expressão com a obra de “J.Carlos”, que soube observar com ironia a sociedade carioca da primeira metade do século XX e seus tipos característicos. Entre outros caricaturistas brasileiros estão: “Antônio Gabriel Nassara”, o caricaturista do samba, “Kalixto”, “Lan”, caricaturista de personalidades da vida social e política e também “Ziraldo”, “Chico Caruso” e “Borjalo”. “Nair de Tefé”, foi primeira cartunista brasileira."
"A Palavra Caricatura vem do Italiano “CARICARE” (Carregar). Carregar no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção. A Caricatura é um retrato cômico de uma pessoa, salientando seus traços peculiares e provocando em quem os aprecia, riso, zombaria e até mesmo desprezo. É uma das formas de expressão caricatural que se utiliza o exagero em determinadas características físicas da pessoa. É mais comum vermos o emprego do exagero nos traços da fisionomia do rosto da pessoa caricaturada, mas podemos eleger qualquer parte do corpo, bem como trejeitos para serem destacados no desenho. É muito importante exagerar, mas sem esquecer de manter traços característicos que identifiquem a pessoa caricaturada."
A charge "é  um cartum cujo objetivo é a crítica humorística imediata de um fato ou acontecimento específico, em geral de natureza política. O conhecimento prévio, por parte do leitor, do assunto de uma charge é, quase sempre, um fator essencial para a sua compreensão."
Uma boa charge, portanto, deve procurar um assunto atual (o que em inglês se chama "the talking of town") e buscar ir direto aonde estão centrados a atenção e o interesse do público leitor. A mensagem contida numa charge é eminentemente interpretativa e crítica e, pelo seu poder de síntese, pode ter às vezes o peso de um editorial.
         Alguns jornais da imprensa ocidental chegam mesmo a usar a charge como um editorial, sendo ela uma intérprete direta do pensamento do jornal que a publica. A charge usa, quase sempre, os elementos da caricatura na sua primeira acepção, o que nunca aconteceu com o cartum, onde os bonecos são a representação de um tipo de ser humano e não de uma pessoa específica. O termo charge vem do francês charge, carga.
Como vemos a caricatura ou charge é comum nos meios políticos, é frequentemente encontrada em publicações, como jornais e revistas. São consideradas sátiras sociais.
Esta semana, uma inocente caricatura ou charge, publicada no “facebook” tomou uma acentuada comoção entre os meios políticos locais. Alguns “sites” locais acusaram correligionários de um determinado candidato, atribuindo-lhes (sem provas) a autoria da sátira critica ao atendimento da saúde pública. Um outro “site” de noticias, chegou a afirmar que o caso irá as barras dos tribunais.
Tomei conhecimento do “desenhinho”  publicado, por conseguinte muito engraçado, que consiste em uma pessoa esfaqueada pela costa sendo amparada por outra, buscando atendimento médico e este respondendo que não seria nada somente uma virose.(???). Sinceramente não sei por que tal e desnecessário estardalhaço quanto à mencionada sátira.
O grande problema dos políticos locais é a falta prática aos costumes democráticos. Existem coisas mais sérias para apresentarem aos eleitores que irão as urnas em outubro próximo vindouro.
Todo individuo publico, que exerça um cargo, seja eletivo, nomeado, contratado ou mesmo concursado, deve entender que está sujeito a constantes críticas.
Eu pessoalmente acho, uma completa e grande besteira ficarem trocando acusações uns aos outros, por causa de coisa tão insignificante.
Nos eleitores estamos esperando realmente que os candidatos apresente-nos seus planos e objetivos para que ao analisarmos possamos escolher o melhor para exercerem um mandato público. Se não querem críticas dos eleitores ou contribuintes que vão para casa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ricos e cultos?!!!


Após os candidatos a Prefeitos e Vereadores terem apresentados seus pedidos de registro perante o Juízo Eleitoral, a imprensa e alguns “sites” de noticias, correram publicar quais deles seriam mais ricos, evidentemente após tomarem conhecimento de suas declarações de renda que obrigatoriamente instruem os mencionados pedidos de registros.
As matérias diziam, fulano e beltrano são os mais ricos, por declararem um patrimônio de tantos milhões. E assim por diante. Lucas do Rio Verde apresentou seu candidato Piveta, como um dos mais ricos do Mato Grosso, quiçá do Brasil.
Infelizmente para nós governados, ninguém publicou o currículo de cada um daqueles ou daquelas que serão escolhidos para nos Governar, seja no executivo ou no legislativo.
Seria tão bom ao invés de publicarem sua fortuna patrimonial, publicasse sua (isto é se estes possuíssem) riqueza intelectual. Encher-nos-íamos de orgulho, se publicassem “Fulano” ou “Sicrano” de tal, candidato ou candidata a Prefeito ou Vereadores, é formado pela Universidade tal, com doutorado na universidade tal etc..etc...e tal...
Não seria muito mais importante conhecermos nossos candidatos pelo seu currículo intelectual e não pelo patrimonial?!! Pelo menos estaríamos votando na pessoa supostamente mais bem preparada para nos representar em ambos os poderes do Município, sem que futuramente quando esta já eleita abrisse sua boca nos eventos públicos, não seria motivo de chacota e vergonha para nós que os elegemos.
Enquanto as pessoas escolherem aqueles que irão administrar o nosso maior patrimônio, inobservado seu currículo intelectual, seu passado e até sua base de apoio partidária, estaremos sujeitos a termos administradores descompromissados com os verdadeiros objetivos da Democracia, que é o de escolher homens ou mulheres aptos a cuidar e dar rumos aos lídimos interesses do nosso povo. Pensem nisso!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Testamento de uma fruta. (mito e lenda de um povo)


Era uma vez, há muito tempo passado, em uma pequena cidade do sertão nordestino,  cercado pela caatinga ressequida onde bodes e cabras se fartavam  pelos raros ramos verdes que insistem a brotar regado pelo orvalho da madrugada.
Nessa localidade vivia um jovem franzino loirinho de olhos azuis, cujos desejos não eram o de um jovem qualquer de sua idade, onde hormônios fluem por todo o corpo impelindo-os em busca de sexo.
Ele desde pequeno se interessava por coisas diferentes, do que os meninos de sua idade gostavam. Ao contrário de outros jovens, ele não interessava por futebol, caçar pássaros com bodoque ou estilingue, e consequentemente por cabras ou meninas. Ou seja, como se diz por aí, ele não gostava da fruta, mas sim do tubérculo, tanto que fazia de tudo para aproximar dos garotos de sua faixa etária.
Os meninos por suas vezes, quando não sumiam caatinga adentro, munidos de um pequeno pedaço de corda, recolhendo cabras e mulas barranqueiras, faziam o loirinho de garota e assim o tempo ia passando naquele monótono lugarejo.
Os meninos foram crescendo, e como aves de arribação, migraram para outros cantos. Uns já adultos casaram  e formaram família, tornando-se independentes, outros simplesmente partiram em direção a outras regiões em busca de estudos e trabalho, necessidades essas escassas naquele ermo e esquecido vilarejo. Junto com os meninos do passado, foi-se também a fruta por eles compartilhada.
Haviam muitas estórias e passagens sobre o compartilhamento da fruta, um fora visto levando-a no cano de uma velha bicicleta caatinga a dentro, outro simplesmente a colorara dentro de uma carroça, conduzindo-a noite a dentro em companhia de outro amigo, para se banhar nas águas barrentas de uma poça, e assim a festa promíscua prosseguia libertina e abominável.
Com a fruta sendo compartilhada, esqueciam até mesmo as jumentas e as cabritas barranqueiras, e assim passavam o tempo que até então  esquecido em um passado a muito distante.
Certo dia, chegou a noticia do passamento da fruta, ocorrido em uma outra região inóspita da caatinga, para onde havia migrado. Morrera o lourinho, que no passado fizera às vezes das meninas, jumentas e cabras para os seus coleguinhas de adolescência. Não houvera pranto, nem comoção pela sua ida, somente alívio daqueles que dele haviam desfrutado.
Até que em um outro dia qualquer, surgira a notícia da existência de um testamento, onde a fruta compartilhada relacionara os nomes dos que no passado a desfrutaram nos escuros arrabaldes daquele longínquo vilarejo.
A simples noticia da provável existência deste testamento, trazia medo, transtornos e insegurança a aqueles que na época compartilharam aquela fruta. Se tal testamento fosse aberto, causaria inúmeros aborrecimentos para eles que participaram de inocentes abominações.
Se não bastasse este recôndito receio, havia outro muito mais comprometedor, que era o fato de constar inserido no bojo da última vontade do testador, o fato de que ele, fora fruta sim, e que também havia sido compartilhada por no mínimo quarenta e nove meninos de então, porém o compartilhado, trocava as abomináveis posições e fazendo as vezes também de menino com eles.
Correu a boca pequena naquele insignificante vilarejo, que a fruta outrora desfrutada, no final havia sido mais menino do que os demais, pois além de ser servi-los também os serviu invertendo as posições na troca-troca de favores.
É o que consta no possível testamento de uma frutinha do sertão que sendo despolpada e compartilhada, também fez às vezes de machão.
(O conto em questão é pura ficção, e qualquer semelhança com pessoas da vida real é mera coincidência.)

sábado, 7 de julho de 2012

EXPOPORTO.


Uma infeliz decisão da atual diretoria causou revolta e descontentamento dos sócios da Acriporto. Todos aqueles associados que na sua maioria também são patrocinadores, foram barrados no acesso ao parque de exposição, se não adquirissem uma cartela do bingo.
Pronto à revolta e descontentamento foi geral, com reclamação dos associados que pagam religiosamente suas mensalidades (débito em conta corrente), pois se sentiram excluído das prerrogativas estatutárias da associação, e já falam de deixar o quadros sociais.
Quero dizer para a diretoria que tomou esta infeliz decisão, que sócio contribuinte, fundador e etc...tem prerrogativas e privilégios assegurados no estatuto. Em contrário para que ser sócio então?!!
O associado passa o ano inteiro recolhendo sua contribuição, e quando chega o evento ele é tratado como um participante comum. Errou quem deu esta absurda sugestão, e isto, irá causar um grande prejuízo a associação, pois muitos já falam de deixar os quadros sociais.
Fica aqui o meu protesto, que como associado fundador da Acriporto, e patrocinador do evento, fui barrado na portaria e obrigado a adquirir uma cartela. Fica aqui meu expresso protesto!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Preocupações Palacianas e felicidade oposicionista. Só não se sabe por quanto tempo.


No dia de ontem um “site” regional, publicou uma matéria que dois dos Prefeitos do Vale do Arinos, entre eles a nossa Ilustríssima Prefeita, estariam inelegíveis. Foi o que bastou para dar início a um grande agito nos bastidores da política Municipal.
De um lado estavam os interessados em manter imutável o domínio palaciano atual, doutro lado estava à oposição em completo êxtase que poderia ser descrito como um quase orgasmo oposicionista  com  dupla ereção, esperando que a notícia publicada fosse verdadeira.
Eu não me encontro no território municipal, mas não pude de tomar conhecimento do estardalhaço criado após veiculação da notícia. É certo que haverá uma chuva de impugnações e recursos sobre o assunto.
Só resta agora esperar, se a ala formada pelos partidos oposicionistas ao governo municipal, tenham coragem para ir a fundo na questão e façam sua parte impugnando a candidatura nodoada  com a  inelegibilidade.
Eu confesso que ainda não acredito que a coligação oposicionista da Prefeita, tenha peito suficiente para assumir mais esta contenda. Pelo que os conheço eles como de costume ficarão em cima do muro esperando que alguém faça o serviço por eles. No passado havia um maluco que topava os desafios, hoje não existe mais.
Vamos aguardar o caminhar da boiada, ou seria da cavalgada, para ver o que irá acontecer, não é verdade?!!
Enquanto isto, Javengar chicoteando (seria com "pirainho"?!!) suas parelhas de cavalos subindo e descendo as ruelas do vilarejo adjacente aos muros do palácio, conduzindo nervosamente sua negra carruagem, com sua famosa risada que não está tão estridente agora, em busca de uma solução para o impasse. Sua Rainha não pode ficar de fora da peleja.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cavalos, cerveja e animálias.


Nosso final de semana fora marcado pela realização de mais uma Cavalgada da “Acriporto”. A festa começou já na noite de sexta feira lá em Novo Paraná, com um jantar e um baile, com a animação da inédita dupla local,  para vir terminar em Porto dos Gaúchos no domingo lá no Flutuante com “costelões” e outros assados mais.
Tudo estava ocorrendo a mil maravilhas, quando o órgão estatal resolveu fiscalizar os animais que participaria da cavalgada. Pronto, foi o que bastou para a coisa “quase” virasse caso de polícia.
Um funcionário do INDEA, me disse que fora ameaçado de ser pisado pelos cavalos e de ser açoitado por um “pirainho”1 por um peão de uma certa fazenda, incitado por autoridades municipais, descompromissadas evidentemente com a ordem e o cumprimento da Lei. Coisa de coronelismo barato, que persistem em retornar para incomodar “gregos e cuiabanos”. Como diria um personagem típico local “é nóisss qui comanda!!!”.
A coisa por pouco não transforma o evento em um caso de polícia. Ameaças de um lado, intransigência de outro, e a polícia estrategicamente estava entregando uma marmita, pelo menos foi o que me contaram.
Tenho certeza que a imprensa oficiosa daqui, não irá informar-nos do incidente, bem porque pessoas da elite palaciana estavam envolvidas no imbróglio. Cavalos e animálias coiceiras são perigosíssimos, ainda mais quando estão movidas pela intransigência, orgulho e de muita cachaça.
Espero que a imprensa local, seja ela oficiosa ou não, nos brinde com informações sobre o incidente  (eu duvido muito!!!). Enquanto isto, não ocorre irei ficando com uma única versão do acontecido.
1. Espécie de relho, pequeno chicote usado como tralha de peão.