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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FERIDAS ABERTAS.



    Contaram-me que em um evento acontecido neste final de semana em nossa cidadezinha, uma autoridade pública havia sido boicotado pela proprietária do estabelecimento onde este acontecera. Os fatos chegaram  meio truncados e em versões diferentes.

    Alguns me disseram que a autoridade havia sido impedido de adentrar ao recinto. Outros já disseram que não fora disponibilizado uma mesa para que esta sentasse.

    Qualquer que seja a versão, se for verdadeira e não somente conversa, demonstra de forma segura completa deselegância por parte da pessoa que agira desta ignóbil forma. Primeiro por ser o seu estabelecimento um local locado para um evento, e outro, porque a autoridade que ali se fazia presente estava a convite de alguém.

    Vejam bem, quero deixar claro que não sei ao certo o que acontecera tampouco se é verídico ou não o acontecido. São atitudes como esta que demonstram o despreparo das pessoas em aceitar um resultado negativo em uma campanha política. As feridas ainda não cicatrizaram.

    Lembro que por várias ocasiões denunciei na gestão passada a perseguição daqueles que acreditavam que o poder era eterno contra seus desafetos políticos. Perseguições estas que contribuíram em muito para suas derrotas nas urnas.

    É importante repudiarmos tais posturas, pois são elas resquícios da ignóbil intolerância política praticada por oligarquias e coronelismo do passado onde o atraso e a ignorância imperavam.
    Fique aqui registrado o meu expresso repúdio.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Poder Público, Políticos e outros animais.



     O poder público brasileiro, em todas suas esferas, andam com uma vontade gananciosa terrível para arrecadar.

     Se o contribuinte tivesse certeza do retorno do que ele paga de impostos em serviços públicos eficientes, acredito que a choradeira e a intenção em sonegar, seriam menores.

     O problema é que pagamos uma enormidade de impostos e taxas, e continuamos a ter como retorno um serviço público ineficiente.

    O produto dos nossos esforços revertidos em impostos somente está servindo para manter a arcaica, emperrada e perdulária máquina estatal. Os políticos deleitam com os recursos provindos do erário público, financiando mordomias e acordo espúrios que somente engrandece o asco que o cidadão está tendo com tudo aquilo que é público.

     Não estou me referindo daqueles cidadãos, acostumado a viverem de programas sociais, mas sim daqueles que realmente pagam seus impostos e não veem resultados  Aqueles que vivem nos programas sociais não sentem este problema, pois, acredito que já se acostumaram com a miséria.

     Tenho acompanhado o desastre que cada ano neste período de chuvas as comunidades carentes do Rio e São Paulo são submetidas. Se há risco, não seria mais barato tirar este povo da área considerada de risco e os levarem para local mais seguro, construindo inclusive casas populares para eles?!!!

     Ainda ontem, assisti uma reportagem das pessoas que vivem nas ruas e embaixo de viadutos e outros lugares públicos, considerados sem teto e desempregados. Ora não seria muito melhor que o poder público os colocassem em outros locais, dando-lhes um teto?!!

     É certo que muitos destes moradores, preferem viver em uma situação sub humana do que serem remanejados para outros locais, neste caso o Poder Público deveria agir com rigor. É muito deprimente passar pelas ruas dos grandes centros, principalmente no Rio e São Paulo, e ver imensas favelas edificadas, com restos de placas compensadas aguardando um curto circuito para se transformar em uma imensa fogueira.

     É certo que os Políticos, não gostam de tomar providencias frente a estas situações, pois eles pensam logo nos votos que irão perder.

     Dias atrás acompanhei pela internet e pela televisão o abandono de um cão em via pública. Os urbanóides fizeram o maior “auê”  em torno disto. Nas redes sociais fizeram o linchamento da dona do animal, por tê-lo abandonado. Alguns políticos de plantão, até sairiam com a ideia de um projeto de lei para transformar tal ato em crime.

     Faço um questionamento a tudo isto: Um cachorro traz mais comoção do que famílias e crianças abandonadas?!!!

     Eu particularmente acho que existe muita demagogia por detrás destes movimentos que abrem os braços na proteção de um animal, e se fazem de cegos quando é um semelhante seu. Não que eu seja a favor de maltratarem os animais, pois sei que nos presídios existem muitos “animais” sendo mais bem tratados do que seus semelhantes vítimas de suas atrocidades.

     Como cantava Silvio Brito na década de 70, “está tudo errado...” “parem o mundo que eu quero descer...” Em todos estes aspectos é que insisto em minha opinião, de que os valores realmente estão trocados.

     Deixa pra lá, é festas, então vamos recolher os nossos impostos, pois os políticos precisam receber o décimo terceiro  e quarto salário, e desfrutarem das verbas indenizatórias e outras despesas criadas para engordarem ainda mais os seus já rechonchudos salários.






sábado, 14 de dezembro de 2013

A sexta feira dos nossos Vereadores.



    Nesta sexta feira, que por coincidência do destino e do calendário caíra no dia 13, nossos frágeis e assustados (com raras exceções) representantes do povo votaram as contas da ex gestora do nosso Município.

    Confesso que desconheço o regimento interno da Casa, então irei me abster de tecer comentários censurando a forma que foram conduzidos os trabalhos.

    Também não tive presente na Câmara ou muito menos procurei me inteirar dos fatos, bem porque não havia interesse de minha parte do que  lá aconteceria.

    Confesso ainda, que errei em meu Juízo, quando indagado nas ruas apostava que a Casa votaria contrário ao parecer do Tribunal de Contas, e até postei comentários neste meu insignificante bloguinho. Fui surpreendido pelo resultado do julgamento.

    Após a sessão, como de costume, alguns amigos que lá estiveram correram para me noticiar o acontecido, evidentemente com o escopo de ver qual seria minha reação.

    Relataram em partes o que acontecera e de como o Ilustre Defensor da ex gestora, aproveitando da notória fragilidade e insegurança da Casa conseguirá anular todos os atos da Sessão. Não querendo aqui menosprezar o trabalho do profissional contratado para tal fim, muito pelo contrário este realmente demonstrou preparo e competência para desempenhar sua indispensável função como advogado, pelo que me relataram aqueles que lá estiveram.

    Mas tenho comigo, que a falta de conhecimento técnico da Direção da Casa, contribuiu em muito para que a nódoa de erros e irregularidades contribuísse para o surgimento da nulidade arguida pela Defesa.

    Pelo que  tomei conhecimento, e em minha singela opinião está faltando aos Ilustres Vereadores que se propuseram em dirigir a Casa, conhecerem de forma minuciosa o seu regimento interno. Vejam bem, quero deixar claro, que lá não estive e nem tenho conhecimento do regimento da casa, como já fora dito inicialmente nesta postagem, simplesmente estou escorado nos relatos de pessoas que lá estiveram.

    Como cidadão, e aí Nobres Vereadores, não preciso de nenhum título outorgado por esta Casa, basta somente que eu tenha o meu título eleitor e resida no Município, faço uma pequena indagação: Seria necessário anular todos os atos da sessão, ou somente o seu ato administrativo equivocadamente baixado posterior a ela???

    Pelo que entendi não houvera nenhuma nulidade nos atos anterior a sessão ou na própria sessão que julgou a contas, não é verdade?!! Somente o ato de formalização do resultado do Julgamento, que fora erroneamente escolhido pela Direção da Casa.

    Se o ato de formalização estava erroneamente baixado, veja bem, (volto a insistir que é minha opinião) bastava acatar o pedido de nulidade e anular somente o ato administrativo e não a sessão de julgamento.

    E ainda se fora dado oportunidade a Defesa da ex gestora, esta tendo sido apresentado na forma e tempo oportuno, a Sessão não haveria de ser anulada, pois acredito eu que o resultado do julgamento não irá mudar, a não ser que surja neste lapso tempo, até se realizar nova sessão outros fatos não oficiais alheios a compressão dos nossos munícipes escoradas em cifras e acordos espúrios.

    Prosseguindo então em nossa superficial análise, tendo sido oportunizado a defesa no tempo e forma correta, ao iniciar a colheita dos votos, esta não mais poderia intervir nos atos e nos votos dos membros da Casa. Então agiu corretamente a Vereadora Joelma em não mais permitir a intervenção da defesa em sua decisão e na formalização do seu voto. Ao contrário viraria uma enorme bagunça dando azo a constantes intervenções oportunizando inclusive na coerção dos membros da Casa.

    Vou repetir, minha opinião deixou de valer a muito tempo, quando renunciei os meios políticos administrativos de nossa cidade, mas como o assunto é este, vou dar um “pitaco”. Bastava anular somente o ato de formalização baixado erroneamente pela Diretoria da Casa, para em seguida novamente baixar o novo ato e desta forma o corretamente estabelecido no regimento interno.

    Mas como dissera inicialmente, acuados pela falta de conhecimento técnicos aceitaram anular tudo, inclusive todos os atos não atingidos pela nulidade arguida pela defesa. E neste aspecto erraram em cheio.

    Os verdadeiros cidadãos deste município, portadores do título de eleitor e não daquele título distribuído pela Casa, esperam dos Vereadores que ajam correntemente, com lisura, com transparência e que realmente cumpram com o que se propuseram em cima de um palanque.

    Para finalizar esta minha singela e insignificante postagem, lembro a todos, que aquela velha e conhecida risada estridente ecoara novamente nesta sexta feira pelos cantos de nossa cidade, levada pela fumaça  daquele ruidoso  “tei-tei”. Rssssssssssss...




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PERSEGUINDO A VINGANÇA - 11ª PARTE



            E assim os dias iam passando, levando Tião tomar coragem e ir ter com Sebastião pai de Rosilda, para reportar suas sinceras intenções com a Jovem e crente mulher. Obtendo do genitor da jovem pretendida sua indispensável anuência, já que a filha como evangélica o respeitava muito.
                   Daquele momento em diante, Tião e Rosilda começaram a sair juntos nos dias de folgas, domingos e feriados, quando passeavam de mãos dadas pelas ruelas da pequena e antiga Rosário do Oeste.      
                 Algumas dessas ocasiões, Tião chegara a acompanhar Rosilda até a sua Igreja, juntamente com seus familiares porém nunca entrara em seu recinto para participar dos cultos.
                   Já havia passado alguns meses do início do namoro entre Tião e Rosilda. Em uma noite qualquer esta insistiu que ele a acompanhasse a culto do final de semana, pois haveria visitando a Igreja um pastor vindo do Grande Templo localizado na Capital do Estado a belíssima Cuiabá.
                   Tião relutava muito em frequentar qualquer culto, bem porque seu objetivo ainda era a tão almejada vingança. Vingança esta que desde que saíra de Porto dos Gaúchos vinha alimentando dentro do seu coração. Seu coração  agora estava dividido entre o ódio e a sede de vingança que ainda trazia em seu peito pelo amor de uma jovem mulher.
                   O jovem rapaz, agora próximo de sua maioridade, não queria perder o amor de Rosilda, seu desejo era de tê-la como mulher e mãe de seus filhos, e isto estaria em seus planos futuros, após cumprir o seu juramento feito na memória do seu assassinado pai.
                   Então disse Tião a insistente Rosilda:
                  _Tá bem Rosilda, vou pensá e até o finar de semana decido se vô ou não na Igreja. – Acariciando os negros e longos cabelo da Jovem mulher que o fitava com os seus esperançosos olhinhos.
                   Naquela noite tendo perdido o seu sono, Tião sentara em frente do Posto onde trabalhava, e, conversando com seu amigo Pedro, achou um disfarçado jeito de lhe fazer uma pergunta.
                   _Veio, ocê por um acaso conhece ou já ouviu falá de uns home chamado Tião Bigode e Edi Bala?! Diz que moram aqui nesta região de Rosário?
                   Pedro olhou para Tião com o olhar interrogativo e sem seguida perguntou:
                   _O que ocê qué com estas duas cobras!?! Ocê conhece eles minino? Indagou o Velho a Tião.
                   _Não Véio. Só de ouvi fala.
                   Ah bom! Exclamou o Velho dirigindo-se a Tião.
                   _Minino bom como ocê não carece ter amizade ou anda com aquela gente. Aqueles não vale nada, já matou muito pai de famia a troco de dinheiro. Disse o Velho alertando seu amigo.
                   Tião com o propósito de disfarçar as intenções de sua indagação, foi logo falando para o Velho Pedro:
                   _É que quando vim para cá ouvi fala da fama deles dentro do ônibus e fiquei curioso, é só isso.
                   Pedro então vendo a curiosidade de Tião, foi logo contando do paradeiro de ambos elementos, muito conhecidos naquelas paragens por suas atrocidades, confirmando também o que lhes contara os dois bêbados lá no boteco do Julinho ainda na Vila do Sapecado onde trabalhara após o assassinato do seu pai Zé Chico. Disse Pedro ao seu interlocutor:
                   _O tar Edi Bala, virou crente, e vive por aí com a rapadura em baixo do braço, gritando Glória a Jesus...aleluia para os tontos ouvi. Eu que não confio naquele urutu! – Completou  Pedro com sua desconfiança da conversão de Edi e sua busca desenfreada pelo Salvador.
                   _E tem mais minino, o bicho é veaco, só virô crente prá mode não morre matado e escondê o seu sujo passado. – Continuou  o Velho a falar respondendo as indagações de Tião, que atentamente lhe ouvia.
                   _Já o Bigode! Aquele não carece de esconde nada, faiz questão de mostrá que continua ruim, e sempre disposto a ganhá um dinheiro pra mode matá algum pobre infeliz... Vive na zona! Cercado de Puta! É que nem garimpeiro, gasta tudo o que ganha no puteiro! Falou o velho referindo-se ao outro personagem que lhe indagara Tião no início de sua prosa.
                   _Verdade!?! – Perguntou-lhe Tião com o semblante disfarçado de surpresa, como ainda não soubesse dessa informação.
                   _Mais aonde é esta zona Véio, que todo mundo fala e eu ainda não sei onde fica. – Foi perguntando Tião ao seu informante, que em seguida a com ar de galhofa fora lhe respondendo:
                   _Ué minino Tião! Tá muito interessado donde fica a Zona. Tá a fim de afogá o ganso, tirá o caboja e trocá o óio!?!
                   _Que nada Véio! Bem que eu queria ter dinheiro prá uma putiada de vêz em quando! – Disse lhe Tião, querendo maquiar com sátira sua verdadeira intenção.
                   O velho rindo da resposta obtida de Tião, foi logo indicando aonde era o bordel que Tião Bigode, costumava frequentar.
                   _O puteiro fica lá pra outra banda da cidade, indo em direção do Cuiabazão, bem no finar da rua. Disse o velho referindo-se ao Rio Cuiabá que também fica próximo à cidade de Rosário do Oeste.
                   _A casa é parte de madeira e outra de tijolo, antiga e sem tinta e com luz colorida. – Continuou relatando o Velho a Tião, que o ouvia atentamente.
                   A conversa ia animada, quando Tião bocejou de sono provocando o bocejo de seu amigo, que naquele momento alcançara uma velha garrafa térmica de café, abrindo-a e servindo café em sua tampa, e antes de beber ofereceu a Tião, que recusando disse em seguida:
                   _Não Véio, brigadu mais já é tarde e eu vou indo dormi. Se tomar café agora eu vou perde o sono. Boa Noite Véio! Disse Tião ao seu amigo, que em seguida respondeu:
                   _Boa noite não minino, já passa das duas, daqui a pouco já é bom dia!
                  _É o tempo passou e nóis nem vimo. – Disse lhe Tião enquanto caminhava em direção ao seu cômodo, existente ao fundo da borracharia.
                 As noites matogrossense costumavam ser quentes, porém naquela época de junho a agosto, era fria e seca, e o vento trazia um forte cheiro de fumaça das diversas queimadas muito frequentes naquela época do ano.
                   Porém aquele noite somente havia um doce perfume oriundo das flores existente nos jardins das casas da vizinhança, que vez ou outra o vento trazia como uma dádiva da noite. Os galos começavam a querer ensaiar seus cantos em uma afinada e matutina melodia.
                   Tião então adentrou em seu pequeno quarto, sentando-se em sua cama, levantou parte do seu colchão de espuma enfiando sua mão entre ele e a tábua da cama alcançando o velho revólver trinta e oito que trouxera contigo em sua bagagem.
                   Empunhou a arma desmuniciada, olhando-a fixamente apontou-a em direção a parede em um alvo imaginário apertando repetidamente o gatilho e fazendo com a boca o som dos também imaginários disparos.
                   _Tau!..Tau!..Tau!...
                   Em seguida guardou o revolver no local que anteriormente estava deitando-se para dormir.

CONTINUA.....