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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Campanha Eleitoral.


               E a campanha heim!?!
         Eu ando meio alheio aos embates políticos de minha cidadezinha portenha (aposentadoria compulsória. Rssssss), mas como é natural, fico curioso para saber como anda os bastidores dos candidatos.
         Deve ser um jogo constante de intrigas e boataria atiradas estrategicamente entre os eleitores, para ver se com isto conseguem alguns votinhos de algum desatento.
         Porque desatento?!!  Explico! Nesta altura do campeonato, ou melhor dizendo, da campanha eleitoral, somente ainda não tem candidato alguns indecisos desinformados, ou aqueles, que vivem correndo atrás deles em busca de uma cestinha básica, um pagamento de uma receita médica, conta de água e luz atrasados etc....etc.... Coisa de párias, que infelizmente trocam o voto por estas inexpressivas dádivas e depois passam quatro anos se lamentando.
         O pior de tudo isto, que aqueles que votam com consciência também sofrem com a barganha dos que em tese são inconscientes.
         Bom, isto não mudará enquanto existir eleitor corrupto, político corruptor e vice e versa. Como dizia o saudoso Jânio Quadros em seus momentos de lucidez, “tudo farinha do mesmo saco, verso e anverso da mesma moeda.”
         No início da campanha eleitoral, conversava eu com uns “amigos” em uma lanchonete local, quando estes tocaram no assunto “eleições”.  As pessoas que se sentavam comigo naquela lanchonete, sabendo da minha posição oposicionista à atual gestão, foram logo me enticando com perguntas eleitoreiras.  
         Uma delas, foi logo dizendo que a Candidata a reeleição, colocaria dois mil votos de diferença sobre o candidato oposicionista, até então pouco conhecido nos meios políticos. Outro, candidato a Vereador na chapa situacionista, foi logo dizendo que faria mais voto do que o candidato majoritário da oposição, querendo demonstrar confiança na vitória de sua trempe.
         Naquela ocasião tentei demonstrar para eles, que a candidata a reeleição estaria indo para o embate, com um considerável percentual de rejeição, enquanto o da oposição, sendo pessoa nova nos meios políticos teria um percentual baixíssimo de rejeição.
         Eles riram da minha superficial análise, sem contar que quem sentava-se com eles naquele momento era uma pessoa que tinha nada mais nada menos do que vinte oito anos de política portogauchense, no momento, como dito no início deste “post” aposentado compulsoriamente.
         Pois bem, estamos a menos de vinte dias do pleito eleitoral, e  pergunto se aquelas pessoas, inclusive o candidato a Vereador que se dizia ser o mais votado do pleito eleitoral, ainda acreditam naqueles números que então me apresentaram?!!
         Espero que não, pois aquele desconhecido oposicionista já abala toda a estrutura da candidatura situacionista em todos os sentidos. Assustou os situacionistas que incialmente achavam  certa e fácil uma vitória.
         Que sirva de exemplo, nunca cantem vitória antes da hora, e quando alguém mais velho ou experiente for dar sua opinião, aceite-a com humildade. Vamos aguardar, pois ainda temos dezenove dias de campanha.
         Até lá pessoal e continuem a falar nos ouvidos dos eleitores, mas falem bem baixinho, porque tenho certeza que eles como eu, já estão cansados de conversa fiada e de muito barulho.

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Árvores abatidas.


               Em prol de um poucos jogos da copa do mundo em 2014, Cuiabá está sacrificando suas árvores. Nas Avenidas onde passará os trilhos do VLT, as árvores dos canteiros centrais estão sendo aos poucos retiradas em nome ao grande evento de uns poucos jogos que acontecerá naquela Capital.
                E o mais engraçado de tudo isto, não vejo nem um ecologista trepado em seus troncos gritando que estão destruindo a natureza. Também não vejo os órgãos ambientais governamentais, como IBAMA, SEMA ou alguma ONGs xiitas  gritando em nome do exacerbado “preservacionismo”.
                E o Ministério Público então?!! Este sempre preocupado em processar, produtores e empresários rurais em nome da natureza, agora pelo que estou vendo, estão mudos e aconchegados em seus gabinetes refrigerados com potentes condicionadores de ar. Enquanto isto, as árvores silenciosamente vão sucumbindo para dar espaço aos trilhos do VLT, tudo em nome da mobilidade urbana.
                Tudo bem que é na Capital, pois se fosse no “interiorzão”, estaríamos vendo viaturas do SEMA, Policia Federal, IBAMA e etc..., fortemente armados a fim de aplicar rigorosas multas tudo em nome do conveniente ambientalismo e de aparecer no Jornal Nacional para contentar os moradores dos grandes centros, que em suas poltronas e sofás aguardam alienadamente a próxima novela e o  Big Brother.
                Circulando pelas ruelas apertadas de Cuiabá, vejo uma cidade completamente abandonada pelo Poder Público Municipal. Lixo se amontoa pelas calçadas que um velho ou um cadeirante, estão impedidos de circular frente aos inúmeros obstáculos existentes. E o Ministério Público continua silente em sua arrogância hipócrita de órgão “promotor de justiça”.
                Lá fora faz quarenta graus ou mais, e Cuiabá que precisaria de mais verde assiste impunimente a morte das poucas árvores que ainda existem. É culpa dos produtores?!!
                Um trânsito infernal justifica em tese, o sacrifício das árvores, tudo em nome de uma sociedade hipócrita e insistentemente urbana. Somente assim valerá o velho ditame popular do “somente para inglês ver”, ou seja, somente para gringo desfrutar dos seus parcos momentos de copa do mundo.
                Como dizia aquele velho cantor e compositor Silvio Brito, “para o mundo que eu quero descer...” “está tudo errado...” . Enquanto isto, o urbanóide ecologista da moda, sentando na beira de sua piscina abre uma garrafa de um vinho importado, para depois de saboreá-lo com sua amante, atira a garrafa no lixo que será depositado nas calçadas para que um poder público inoperante o recolha.
                Assim sendo, senhores ecologistas urbanoides hipócritas, não culpe o homem do campo, o produtor pela destruição do meio ambiente, pois córregos fedorentos e lixos amontoados estão nos grandes centros urbanos. A violência e os problemas sociais são mais frequentes nos grandes centros urbanos.
                Valorizem as pequenas cidades e a monotonia de suas ruas, por que lá ainda existe qualidade de vida. Valorizem o campo e as pessoas que nele residem, por que neles ainda temos a simplicidade de se viver ouvindo o canto dos pássaros e sentido a brisa fresca que acaricia as folhas das árvores que  existem nos seus quintais. Pensem nisto!!!.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O barraco de alguns candidatos e correligionários.


No início desta semana, recebi um convite de uma coligação local, para participar de uma reunião política, que se realizou próximo ao Jardim Amazônia aqui em minha cidade portogauchense.
No horário designado, eu e mais um considerável números de eleitores, nos concentramos próximo ao improvisado palanque onde os candidatos a Vereadores e o candidato a Prefeito e Vice iriam explanar suas propostas governamentais.
Quando iniciado a reunião, eis que surgi entre os presentes alguns candidatos a Vereadores e correligionários da Coligação situacionista, com o deselegante e antidemocrático propósito de tumultuar o evento político que estava ali acontecendo.
Pude ver uma Candidata a Vereadora, com uma imensa boca de landanga gritando algo no meio da multidão, e logo em seguida surgiu um outro candidato a Vereador também no meio da multidão,  gesticulando e falando alto, palavras incompreensíveis com o propósito de chamar a atenção dos presentes. Ambos com o evidente escopo de tumultuar a reunião da coligação adversária.
Junto havia também alguns correligionários situacionista que estavam ali, acredito com o mesmo propósito, e ainda de criar constrangimento aos presentes.
Pois bem, este deplorável comportamento contribuiu para que os presentes pudessem comprovar que alguns candidatos não mereciam se quer serem candidatos.
Aliás, é importante lembrar a estes deploráveis elementos, que “ninguém poderá impedir a propaganda eleitoral, nem utilizar, alterar ou perturbar os meios lícitos nela empregados”. (art. 248 do Código Eleitoral).
Nada obstaria que fossem lá como todo mundo e escutasse as propostas, calados como pessoas educadas devem agir.  Porém se não querem ouvi-las, fiquem em casa. Promover barraco ou desordem com o objetivo de prejudicar os trabalhos eleitorais, perturbar meios de propaganda devidamente empregado, tentar impedir o exercício de propaganda eleitoral, além de ser deselegante torpe e baixo é crime eleitoral.
Bem fez um cidadão, que vendo a baixaria de um candidato a Vereador que lá estava embaraçando o evento, ter lhe derramado sobre os pés uma lata de cerveja, e gentilmente lhe pedido que se retirasse do local. Pena o desperdício de um líquido tão saboroso com um deplorável elemento.
É como se você estivesse sentado em um local, querendo ouvir uma boa música, e em sua frente encostasse um “tei-tei”, (veículo agrícola movido a óleo diesel) barulhento expelindo uma negra e poluente fumaça pelo escapamento. É muito incômodo, vocês não acham?!!!
Eleitores, por favor, vejam o comportamento de certos candidatos e peguem como exemplo, para nunca votarem neles. O exercício da Democracia começa em Casa. 
O que não faz o desespero!?! Olho neles!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A conveniência do voto.


A época e apropriada para uma reflexão sobre o voto. Constantemente somos abordados pelos candidatos em busca do votinho sagrado.
Uns fazem campanha quanto à importância do voto, outros da consciência dele quando é bem dado. Mas existem aqueles que fazem do voto uma questão de oportunidade e conveniência.
No correr da  atual gestão cor de rosa, da mudança já e construção de uma nova história, tive oportunidade de presenciar muita posição de desânimo e críticas de cidadãos desiludido com o ostracismo irritante do Paço em trazer para cá obras relevantes para o nosso desenvolvimento.
Lembro das inúmeras mudanças que saiam daqui em direção a outros lugares e cidades e o paradeiro que tomava conta de nossa cidade. Não adiantam falar que não, as reclamações existiam e muitos foram embora e eu fui um dos que critiquei a falta de ação dos nossos governantes locais, aqui mesmo neste blog, é só pesquisarem os “post” mais antigos.
Lembro-me que não faz muito tempo,  andava pelo comércio e sempre encontrava alguém reclamando. Teve um que toda vez que fui em seu estabelecimento, ele ia logo reclamando que aqui era ruim e que ele iria embora etc...etc...e tal...
Em 2004, muitos portogauchenses lançaram-se na produção de grãos principalmente o arroz, (e eu fui um deles), e quando desencadeou a crise do agronegócio em 2005, devido à política (ou falta de política...) desenvolvida pelo então Presidente petista Lulla, muitos foram à quebra e ficaram endividados.
Outros foram obrigados a desfazer de suas propriedades em busca de adimplir seus compromissos, com credores fornecedores e Bancos. Quem não sem lembra do movimento deflagrado em toda região, que nos levou em protesto a fechar o Banco do Brasil.
Naquela ocasião, teve um integrante do partido dos trabalhadores, que estando em uma oficina local, falara  alto e em bom tom, que os produtores já haviam ganho muito dinheiro e era bom o que estava acontecendo com eles. Os petistas sempre odiaram os produtores de riquezas, tanto que sempre pregaram contra a prosperidade e o capitalismo.
Pois bem, voltando ao nosso comerciante que reclamava do marasmo e o descaso da atual gestão em resolver os problemas, dias atrás fiquei sabendo que ele e sua família agora apoiavam a reeleição da gestão que ele tanto reclamara.
Como sou curioso procurei em saber os motivos do seu empenho e apoio seu a atual gestão no passado muito criticada por ele, foi quando descobri que os membros de sua família havia conseguido emprego no paço municipal. Agora mudar o discurso puramente por conveniência, isto é ofensa a aqueles que outrora escutaram suas críticas e reclamações.
Bingo!!! Aí está o voto por conveniência. Se me é conveniente eu apoio, se não me sustento em críticas. Então para alguns o voto não é de consciência e sim de conveniência.
Agora voltando a posicionamento do nosso amigo petista, que no passado esbravejava contra os produtores, tenho assistido ambos horários eleitorais dos nossos candidatos majoritários. Vejo que agora é conveniente falar da importância dos produtores para o desenvolvimento econômico do município.
Até a candidata a reeleição cujo vice é um petista nato, assumiu amores com a classe produtora. Lançaram-se em ações querendo demonstrar que dão apoio aos agricultores, filmando a movimentação de máquinas para lá e para cá, mostrando como estão fazendo obras em apoio a classe produtora etc...etc...e tal!!!
Passei quase toda a gestão sendo excluído de estradas de acesso a minha propriedade só por que sempre me posicionei em críticas a atual administração. Fiquei até mesmo sem energia em minha fazenda, por que os políticos fizeram corpo mole. Tanto é verdade que  fiz um comentário neste blog criticando o posicionamento da atual gestora e dos demais políticos. (veja “Luz Para Todos” de 28/01/2010 – “Perseguição ou Revanchismo” de 20/05/2010).
Agora aparecem no horário eleitoral, dizendo que o município tem energia em 95% do seu território. Balela, pura e medíocre balela. Se a energia está chegando a minha propriedade, foi porque eu paguei. Nenhum político intercedeu para que ela fosse beneficiada no projeto denominado Luz para Todos (ou seja luz para alguns...) principalmente a atual gestão.
Que o município tem estradas transitáveis?!! Ora estão arrumando agora, por ser época de eleições antes estavam uma porcaria totalmente esburacada, símbolo do descaso que até os dias atuais vem imperando no município. (isto também fora objeto de críticas neste blog vão nas antigas e constatem)
Voto é voto, mais votar por conveniência isto é uma grande idiotice, pois iremos passar um período vindouro xingando por termos sido enganados. Depois nada adianta reclamar, pois a procuração foi outorgada por mais quatros anos.
Podem ter certeza de uma coisa, ninguém em sã consciência se deixa enganar por ação de última hora, de  puro caráter eleitoreiro.
Fica aqui o meu protesto.

domingo, 2 de setembro de 2012

Santíssimo & Carolas.


O fato que irei contar agora é bem verdadeiro, e aconteceu em uma cidadezinha do agreste nordestino (somente isto que não é verdade).
Pois bem, tal fato acontecera quando um Prefeito desta pequena cidadezinha, que iremos denominar ficticiamente como “Reino dos Violeiros Solitários”, não..., este nome já está muito manjado, vocês não acham?!! Vamos chamar nossa cidadezinha fictícia de ..., de.... Poxa vida!!! Estou mesmo sem criatividade para arrumar um nome para este lugarzinho.
“Taí”?!! Vamos chamar a cidade de Lugarzinho do Escondido!!! Pois bem, em certa ocasião, o Prefeito deste local,  havia conseguido que o Estado fizesse uma escola em uma Vilinha Distrito do Lugarzinho Escondido.
Um dos poucos terrenos disponíveis para edificação da obra, e talvez o melhor, era um terreno próximo a uma Igrejinha naquela localidade.
Após a noticia ter espalhado, alguns membros Carolas daquela comunidade, ao descobriram que a Escola iria ser construída próxima Igreja, iniciaram um movimento com a colheita de assinaturas em um abaixo assinado tentando impedir que a escola não fosse construída naquele local, pois segundo eles, o barulho da criançada “incomodaria o Santíssimo.”
O Prefeito, recebendo a comunidade em seu gabinete, bem como o documento onde constavam algumas assinaturas, revoltou-se com aquele inútil movimento e foi logo dizendo, que estranhava a atitude daqueles cidadãos já que a obra traria um grande benefício para toda população daquela localidade, pois se tratava de uma escola, cujo objetivo era ensinar e educar as crianças que ali residiam.
Um certo dia, o prefeito  com ar bonachão que lhe era peculiar, dirigiu-se aquela localidade, e visitando um boteco localizado as margens da estrada, pediu um trago encostado no balcão.
Ao entornar seu copo aguardente, olhou para traz e pela abertura da porta pode ver a Igrejinha ao fundo. Ao vê-la lembrou do ocorrido e foi  logo perguntado aos presentes, todos moradores daquela localidade, que se  fazer festas e baile com músicas com som elevado no barracão anexo à igreja, com vendas  de cervejas e outras bebidas alcoólicas não incomodaria o “Santíssimo”?!!  As pessoas presentes ficaram em completo silêncio, não respondendo o questionamento do Prefeito.
O Prefeito então saiu até a porta do estabelecimento, e mirrou a pequena Igrejinha, e em pensamento perguntou a si mesmo, se realmente o “Santíssimo” estaria lá dentro para ser incomodado.
Riu de tudo aquilo e desconsiderou o pedido dos Carolas, autorizando a construção da Escola próxima a Igrejinha. O “Santíssimo”  até os dias atuais não se incomodou com o barulho da criançada brincando na hora do recreio de rodas e pique pega-pega, uma vez ou outra, até surgi um nome feio no meio desta deliciosa algazarra.
E assim termina nossa estorinha, ficta e ao mesmo tempo real, que sirva de exemplo, para que o Povo prefira o ruído de uma escola em aulas, ao invés de batuque esfrega, esfrega e cachaça próximo da Igreja, pois é isto que incomoda o “Santíssimo”. Isto é, se ele realmente estiver dentro da Igreja. Rsssss....
(O presente conto é mera ficção, porém qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência).