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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

As benevolências petistas para Cuba.



   Para aqueles que seguem este meu bloguinho insignificante, minha última postagem feita ainda quando eu estava na Corte mato-grossense, foi em momento de indignação quanto as situação das precárias pavimentações em nossas  esburacadas MTs.

   Critiquei a competência do governo estadual em arrecadar e de não cumprir com suas obrigações administrativas. Recentemente li que o Deputado Riva, quer destinar um percentual da arrecadação do FETHAB para os municípios.

   Nada contra que seja enviado parte do arrecadado pela “contribuição” para os municípios, mas o que revolta o contribuinte é o fato inconteste de que continua pagando valores exorbitantes a título de IPVA acrescidos pela inconstitucionalidade do tal de Fethab que a classe produtora é obrigado a recolher para os cofres públicos e ainda assim ter que andar em estradas esburacadas.

   A revista “VEJA” (edição 2355 pag. 70 e seguintes) publicou recentemente que o governo petista destinou via BNDS 227,4 milhões de dólares para que o Governo de Cuba construísse um porto naquele país de ditadura marxista que nada produz de útil a não ser charutos para intelectuais de esquerda.

   Não é de se revoltar?!!! O Brasil é um dos maiores produtores e exportador de grãos do mundo, sofre com a ganância do governo em arrecadar cada vez mais, sofre com a falta de logística, e o governo brasileiro, eleito pela compra de votos de um amontado de “excluídos”, pega o nosso dinheiro e vai investir em um país sem nenhuma significância econômica!!!

   Até quando iremos assistir calados tamanha falta de respeito com os recursos provenientes dos nossos esforços?!! É hora de dar um grande basta em tudo isto, nem que para isto seja preciso radicalizar, já que através do voto e de urnas eletrônicas suspeitas e passíveis de fraudes assistiremos a perpetuação deste partido que instituiu a corrupção oficial em nosso pais.

   Ou extirpamos o PT do governo ou acabaremos como a insignificante e improdutiva ilha caribenha governada pelos irmãos Castros.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Mato Grosso esburacado!!!

     Definitivamente, a copa para Cuiabá somente veio transtornar ainda mais o povo deste Estado, já alquebrado pela falta de logística.
     Estou em Cuiabá, e para chegar aqui tive que ziguezaguear pelos inúmeros buracos das MTs, (principalmente aquela que liga Campo  Novo dos Parecis a Diamantino), quando não até parar para passar entre as crateras.
     Colapso total, e o Silval ou Sinval, (nunca acerto o nome deste “Governador”) continua a enrolar na maior cara de pau  enquanto o Mato Grosso acaba em buracos. Achei que iria encontrar pelo menos uma Cuiabá bonita e organizada. Encontrei um caos no trânsito e também inúmeros buracos. Dizem que são as obras da Copa, mas a cada dia piora e não se vê nada de novo, e olha que já fazia tempo que eu não vinha para a Capital.
     Tudo gira em torno da Copa do Mundo padrão Fifa, e o resto do Estado que se dane. O resto do Estado não precisa de asfalto ou estradas não pavimentadas padrão Fifa.
     Estamos prestes iniciarmos a colheita safra de soja 2013/2014. Tenho certeza que os produtores já começam a se preocuparem com esta situação.
     É sabedor que o governo estadual é competente e eficaz para arrecadar impostos e taxas incidentes sobre os meios de produção. É ICMS, FETHAB, e outras taxas  mais, sem contar o famigerado  IPVA cobradas dos veículos para circularem em péssimas rodovias.
     O mais triste de tudo isto, é que a Assembleia Legislativa que se intitula casa do povo, não está nem aí com a situação do contribuinte, muito pelo contrário, quando tomam uma posição é para ratificar os atos governamentais que enfiam a mão profundamente no bolso do cidadão mato-grossense.
     Não se preocupem, este ano, além de pão e circo (Jogos da copa), também teremos eleições, e aí eles virão com aquele discurso de sempre, mais educação, saúde, segurança e etc..., tudo que aos poucos apodrece neste estado.
É revoltante.




sábado, 11 de janeiro de 2014

PERSEGUINDO A VINGANÇA - 16ª PARTE



                   O dia foi chegando com o burburinho dos pássaros. Algum velho galo das redondezas ainda insistia em cantar, talvez no afã de demonstrar para os frangotes do terreiro quem ainda mandava.
                   O cheiro suave do café e dos salgadinhos recentemente fritos vinha lá da lanchonete do Posto, aguçando o apetite de Tião, já que não havia jantado na noite passada que esteve na Igreja em companhia de Rosilda. O jovem dirigiu-se a Lanchonete para um rápido desjejum pois logo tinha que pegar no serviço. Os primeiros clientes já estava encostando para o abastecimento dos seus veículos.
                   Os camioneiros[1] que haviam passado a noite no pátio do posto, funcionavam seus caminhões aquecendo-os para prosseguirem sua solitária viajem.
                   O funcionamento dos motores carregava o ar fresco da manhã do cheiro forte de óleo queimado, quebrando de vez o silêncio matinal daquelas paragens. Veículo saia outros chegavam, uns encostavam-se às bombas para abastecimento, outros simplesmente estacionavam no pátio para usarem os banheiros do posto, comer um lanche ou descansar um pouco.
                   E assim o dia ia passando com Tião correndo de um lado para o outro, atendendo um e outro que na bomba encostasse. Nos espaços de tempo, quando amenizava o movimento Tião ficava a pensar em sua busca e os motivos que tinham o trazido naquela cidade tão distante de sua família. Batia lhe a saudade de sua mãe e de sua irmãzinha que ficara no sapecado em Porto dos Gaúchos.
                   Foi quando Tião resolveu, que para fazer o que pretendia havia de se afastar-se do seu amor, pois precisava estar concentrado e com o sangue frio na hora de apertar o gatilho.
                   Como iria fazer isto? Ainda não fazia ideia de como falar com Rosilda que precisaria passar um tempo longe dela, sem que isto lhe trouxesse sofrimento e mágoa. Por outro lado Tião sentia falta da namorada, seu desejo era ficar todo o momento ao lado daquela que havia escolhido para ser sua futura esposa.
                   Nos momentos das briguinhas e desentendimentos, peculiar de todos namorados, quando ambos ficavam sem conversar, estes poucos momentos pareciam que virava uma eternidade, aumentando o fervoroso desejo de ficarem juntos e se entrelaçarem como verdadeiros amantes em uma alcova flores.
                   Aquele dia no posto foi muito movimentado. Veículos partiam e outros chegavam, fazendo com que Tião corresse de um lado para outro atendendo a clientela.
                   Mal largava a mangueira de abastecimento juntava a outra de água para tirar o pó dos para-brisas dos veículos, e assim foi passando o dia porém dentro de sua cabeça pensamentos fragmentados iam e viam como se você um martelo lembrando-o de sua sina. 
                   Ao cair da noite, quando o posto reduzia seu movimento, e alguns camioneiros já estacionavam seus pesados veículos no grande pátio empoeirado, Tião caminhou em silêncio para o seu aposento, passando pelos velhos pneus amontoados próximo da borracharia, procurando evitar as costumeiras conversas do pós trabalho.
                   Entrou em seu pequeno quarto, alcançando uma ruída toalha de banho, estendida sob sua cama, pegou um sabonete e dirigiu-se ao pequeno banheiro adjacente ao lado de seu aposento ao fundo da borracharia para tomar um banho e em seguida tentar dormir um pouco, já que suas noites de sono estavam sendo constantemente interrompidas por pesadelos e o recôndito desejo de vingança.
                   Ao retornar do seu banho, buscou o velho revolver que escondia em baixo do seu colchão, enrolado em um pedaço de cobertor velho colocando a limpa-lo com óleo lubrificante para conter a ferrugem. Após a costumeira limpeza ele o empunhava desmuniciado apontando-o em direção da parede e em um alvo imaginário acionava o gatilho, acompanhando o seu “lencar”  com um som de um também imaginário disparo.
                   _Tal!  Tau! Tal!... – Repetia Tião com o olhar fixo naquele alvo imaginário, que para ele era um dos homens objeto de sua ira vingativa.
                   Pegou a arma enrolando-a novamente no pedaço do cobertor, e a colocou no local de costume para mais uma noite de conturbado sono.
                   Os pássaros novamente  estavam em ruidoso “burburio” do amanhecer anunciando a vinda do astro Rei, que já enviava como emissários seus primeiros raios de luz. O pátio do Posto encheu-se de fumaça de escapamento dos caminhões que ali passaram a noite e dos quais os camioneiros já aqueciam os motores para prosseguirem viajem.
                   Tião levantou como costumeiramente fazia, alcançou sua escova de dentes a pasta e o sabonete, dirigiu-se a torneira existente ao lado do banheiro, onde havia uma pequena pia plástica fixada do lado de fora do mitório[2].
                   Depois de ter escovado os dentes lavado seu rosto, dirigiu-se a lanchonete para tomar o seu café e logo em seguida se atirar aos afazeres cotidianos.
                   Hoje era o dia que sairia mais cedo do trabalho, e tinha que ir ter com sua amada para uma boa conversa, onde certamente pediria sua compreensão por ele ficar um tempo sem poder vê-la. Ficava tentando arrumar uma desculpa para sua repentina necessidade de ausentar-se do namoro.    Receava que sua namorada não entenderia seu pedido, e com isto romper com ele para sempre.
                   Mas tinha que cumprir sua sina, pois este fora o juramento que fizera frente ao corpo sem vida do seu amado pai. Era o motivo de estar ali longe de sua mãe e de sua irmã, que deixará lá no Sapecado ainda município de Porto dos Gaúchos.      Faltava-lhe inspiração para inventar uma história que evitasse que sua namorada viesse a se melindrar e com isto dele se afastar para sempre.
                   Tião estava ao lado das bombas de combustíveis, porém absorto em pensamentos se distraíra com o movimento do posto, quando repentinamente alguém chamou sua atenção, gritando:
                   _E aí pentelho! Vai me atender ou preciso chamar o seu Chefe!?!.
                   O Jovem ao escutar o chamado, sentiu seu sangue gelar, pois ele já havia ouvido antes, e foi ali mesmo naquele local de trabalho. Olhou em direção da pessoa que lhe chamara e lá estava ele, nada mais do que uns do seu objeto de vingança, Tião Bigode com sua peculiar arrogância de destemido pistoleiro.
                   Tião contendo sua ira disfarçando seu desejo de vingança, armou no rosto um riso amarelo, e foi ao encontro daquela repugnante pessoa, falando:
                   _É para completá moço ?!
                   _Põe somente trinta, e veja o óleo também. - Respondeu Tião bigode, para em seguida dar-lhe as costas e caminhar em direção à lanchonete do posto.
                   Tião vendo aquele homem se afastando da bomba enquanto abastecia, disfarçadamente apontou-lhe o dedo indicador com os punhos fechados, como se ali tivesse um revolver imaginário e murmurou um som imitando um estampido para que ninguém ouvisse:
                   _Pou! Pou! Pou!...
                   O jovem imaginava aquela figura escrota repugnante caído ao chão esvaindo-se em sangue e ria internamente, sendo que no momento imediato seu riso dava espaço para o insaciável desejo de vingança.
                   Foi quando Tião decidira em ir ter com sua namorada Rosilda para falar-lhe que daria um tempo em seu relacionamento.
                   Não demorou para que Tião Bala, retornasse da lanchonete, pagando a conta e saísse dali sem ao menos dar atenção para o jovem, que tempo mais tarde seria seu algoz.

CONTINUA.....


[1] Denominação dada aos motoristas que conduzem veículos(caminhões) de carga.
[2] Denominação dada ao banheiro, ou local onde se urina ou defeca.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Manezinho e a sucuri.



    Manezinho Preto e eu costumávamos pescar no Rio Arinos ou no Mestre Falcão nos finais de tarde quando as coisas estavam meia parada.

    Ele tinha uma pequena loja de roupas, próximo ao Banco do Brasil, e vez e outra, quando passava por ali ele me parava e convidava para uma pescaria no final de tarde.

    Certa ocasião, atendendo um dos seus convites, dirigi-me ao açougue e comprei um coração de boi para usar seus pedaços como isca, já que tanto ele como eu, não queríamos estressarmos em cavar minhocas.

    Pegamos uma pequena canoa de madeira, que eu havia comprado de outro amigo, e remamos até o começo de uma das ilhas existentes frente a Porto dos Gaúchos, bem onde esta possui um pequeno braço cortando uma de suas pontas. Pois ali segundo meu amigo havia um remanso bom de peixe.

    Amarramos a canoa em um arbusto,  para logo  em seguida Manezinho se alojar na proa do barco em lançarmos nossos anzóis  na água.

    O tempo ia passando, e as linhadas continuavam imóveis, vez ou outra dava uma vibradinha proveniente do mordiscar de pequenos peixes ou por força da própria correnteza.

    O desconforto da pequena embarcação já nos estava incomodando, e o sol da tarde sucumbia de vez por detrás das matas ciliares, dando lugar ao escuro de uma noite sem luar, porém tingidas por estrelas cintilantes, cuja luminosidade refletia nas águas límpidas e escuras do Rio Arinos.

    De repente Manezinho Preto em um sobressalto levantou da proa, onde estava sentado e aos berros correu em direção à popa onde me encontrava, gritando que havia ao lado do barco chegando de mansinho uma grande cabeça que este acreditava ser de uma imensa sucuri.

    O pequeno barco empinou com o peso de ambos pescadores e por pouco na engoliu água emborcando nas águas escuras do rio, agora habitada por uma enorme cobra segundo gritava freneticamente Manezinho.

    Fiquei assustado com a situação, pois além do risco da canoa virar, havia o risco de virarmos comida de sucuri. Foi quando gritei para o Manezinho, que ficasse calmo, ou realmente teríamos que voltar ao Porto a nado, o que  sinceramente não seria nada fácil.

    Alcancei minha lanterna que estava em uma sacola improvisada como maleta de pesca, para iluminar a sucuri, pelo menos para tentar dar-lhe uma remada entre os olhos, já que não tínhamos levado nenhuma arma se quer, não com a intenção de mata-la, mas pelo menos com o propósito de afugentá-la.

    Somente após ter conseguido iluminar o vulto assustador que devagar se aproximada da proa do barco, de onde Manezinho aos berros havia corrido, pude visualizar o que seria.

    A enorme cabeça de cobra que se aproximava lentamente do barco, nada mais era do que plástico onde estava envolto o coração de boi que utilizávamos como isca. Manezinho pouco antes o havia deixado cair acidentalmente sobre as águas.

    O plástico estava boiando sobre o rio e o remanso das águas fazia que ele permanecesse próximo a embarcação e quando Manezinho olhou para trás viu aquele vulto que lentamente se aproximava da embarcação confundindo-o como se fosse à cabeça de uma grande e sorrateira sucuri.

    Passado o susto, remamos de volta ao Porto, onde hoje é a lanchonete flutuante. E até os dias atuais, quando me lembro do Manezinho aos berros gritando que havia uma sucuri querendo o devorar, acabo rindo sozinho da hilariante cena, onde um saquinho plástico deu um grande susto em dois marmanjos pescadores de ocasião.