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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Um bom exemplo!!!



  O Prefeito Municipal de Porto dos Gaúchos, Baixinho Piovezam enviou mensagem a Câmara Municipal, acredito eu, através de projeto de lei, para redução do seu salário, do vice e demais detentores de cargos de confiança. Iniciativa louvável e histórica, pois não recordo ato idêntico dos gestores do passado, e olha, que já posso ser considerado morador antigo destas paragens.

  Tenho certeza, que alguns dos atingidos pela redução de ganhos, ficarão chateados com a medida administrativa. Se isto acontecer, como são cargos de livre provimento, só lhes restarão o pedido de exoneração ao Chefe do Executivo.

  Tenho acompanhado a distância pelas redes sociais, um forte movimento, pleiteando a redução dos vencimentos também dos membros do Legislativo, principalmente no Estado do Paraná.

  Para aqueles que não detém cargo eletivo ou de confiança, ou cidadão comum distantes das benesses do Poder Público, é até simpático que os políticos sejam alvos de redução salarial, pois o contribuinte está cada vez mais sufocado pela exorbitante oneração da carga tributária proveniente do arcabouço tributário do nosso país.

  Acredito que a iniciativa do Prefeito Municipal, é um importante avanço para redução dos gastos públicos. É importante esclarecer que a redução iniciada pelo Alcaide, poderá ser reforçada com o corte de outras despesas administrativas, a exemplo disto, as despesas com diárias pagas aos servidores ou detentores de cargos de confiança.

  É sabido, que existem circundando as administrações públicas, principalmente a Municipal, empresas especializadas em oferecer pacotes de cursos, convenções, simpósios e outras reuniões para discutir determinados problemas, mas na realidade são de fachadas para encobrir o turismo financiado pelo erário público.

  Despesas como estas, deviam serem alvo de constante fiscalização da Câmara de Vereadores, com o propósito de verificar a necessidade dos mencionados gastos, ou se realmente somente serviu ao torpe  turismo corporativista como a pouco mencionado.

  Voltando ao assunto inicial, da redução do salário do Chefe do Executivo, Vice e demais detentores de cargo de confiança, apesar de não saber qual o percentual atingido pela aludida redução, devo admitir que é inusitado na história recente do nosso Município. E assim sendo, nos cabe aplaudi-lo pela iniciativa.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nossa cidadezinha e sonhos de melhoramentos.



  Tenho reparado que está havendo considerável investimos por parte da Municipalidade nas estradas vicinais, com limpeza de suas margens, levantamento do leito carroçável, como nunca havia sido feito, pelo menos que eu me lembre.

  Tais melhoramentos, são de crucial importância para o desenvolvimento agropecuário, já que outrora, frente a contumaz falta de recursos de então ficava legada as últimas providências.

  Só resta, portanto, aos nossos administradores, também dedicar um pouco desta atenção a sede do município, pois obras públicas que visam melhorar a estética são completamente inexistentes. Já é hora de se pensar em praças públicas, pois existe somente uma que fora edificada ainda na gestão de Jair Duarte, passando por algumas frágeis melhorias na gestão de Revelino com a construção do "monstrengo" e da Carmem Duarte com a edificação dos banheiros públicos.

  Na atual gestão o Prefeito Baixinho Piovezan tentou dar uma melhorada no visual daquela edificação horrível que foi construída na praça sem nenhum estudo arquitetônico, porém, como diz o ditame popular “a emenda saiu pior do que o soneto”. Ou seja, o monstrengo continuou feioso e imprestável para os fins almejado.

  Existe aquele outro espaço público onde estão construindo a academia municipal, que teria que ter alguns investimentos para melhor aproveitado, como por exemplo a edificação de uma pista de “skate” para a meninada se divertirem. Isto sem esquecer do embelezamento estético com a inserção de plantas ornamentais e arborização daquele local.

  Volto a insistir naquela velha e carcomida cobrança do dia a dia, que confesso estou exausto em lembra-los, indagando: E os edifícios que estão interditados?!! Existem providências por parte das autoridades municipais?!! Estão cobrando dos demais órgãos estatais?!! Ou será eternizado a situação sem que providências sejam tomadas???

  É irritante o silencio, dos setores administrativos municipais, seja ele de âmbito executivo ou legislativo, parecendo que todos estão satisfeitos com a situação que os prédios públicos se encontram, ou sejam INTERDITADOS!!!.


  O ano que vem tem eleições, lembro ao eleitor portogauchense para recordar de toda esta situação, e começar desde já a cobrar providencias dos nossos políticos locais, não deixando que esta situação seja bandeira para reconduzi-los novamente aos cargos que estão ocupando. Quero deixar claro e livre de quaisquer dúvidas, não estou aqui pedindo voto para este ou aquele pretenso candidato.

 Voltando aquela horrenda edificação da praça central, fica aqui uma pequena sugestão: Que tal contratarem um estudo arquitetônico, para a edificação de uma concha acústica na frente daquele prédio?!! Faça um concurso para quem apresentar o melhor projeto!!!

  Seria uma forma de esconder aquele monstrengo inútil e aproveitar o espaço com algo plausível, afinal de contas, elefantes brancos inúteis já basta a escola agrícola, que atualmente serve de morada aos morcegos.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Zezinho, Hermes, Renatão e a paçoca de pilão - Lembranças do passado.



   Naquela semana meus irmãos Zezinho, Renato e seu colega Hermes, combinaram uma caçada no Rio Capivari localizado no município Rancharia, distante aproximadamente 80 quilômetros de Assis.
    Combinaram em levar um pequeno barco, para descerem o rio focando com o intuito de encontrar algum bicho que pudessem abater. O Rio Capivari naquela região tinha as águas tão límpidas que dava para ver o fundo repleto de algas verdes e areias alvas e finas.
    Era todo cercado por vasta vegetação ciliar, que que lhe acrescentava um ar de selvagem mistério. Eles acreditavam que na combinação de matas e rio haveriam muita caça escondidas, pois de uma certa forma a soma de tudo aquilo causava um imenso fascínio aqueles caçadores de final de semana.
    Minha mãe então, no dia antes deles partirem para aquela aventura, preparou para que eles levassem como lanche, uma deliciosa paçoca de pilão, que ela sabia preparar muito bem, com ajuda do filho caçula que munido daquela pesada mão, o socava com violência transformando a farinha de milho e a carne ressequida pela fritura em um amalgama de delicioso sabor.
    Dona Alice, após processar a carne e a farinha no velho e carcomido pilão, a refogava com bastante tempero não economizando na cebola, tomate, cheiro-verde e alho, que acrescentava naquela antiga comida tropeira um sabor diferenciado.
    Naquela sexta feira, Renatão chegara na casa da mãe trazendo consigo sua espingarda calibre 20, que horas antes, em sua casa, havia dado um trato limpando-a e lubrificando-a com bastante óleo. Também havia trazido em sua tralha, alguns cartuchos que havia carregado na noite anterior, com capricho de um velho caçador.
    Não demorou muito Zezinho, o irmão mais velho, encostar seu velho Itamarati, carregado de tralhas de pesca, pois além de rodarem em busca de caça iriam armar algumas redes com o propósito de capturar alguns curimbatás ou traíras que acreditavam existir naquelas lagoas que margeavam o Capivari.
    Ali carregaram o restante das tralhas que costumavam guarda-las na casa da mãe, recebendo dela um saco plástico com uma considerável porção da deliciosa paçoca, que planejavam comer na beira do rio acompanhado de bananas nanicas e, evidentemente de um trago de cachaça que Zezinho não abria mão em hipótese alguma.
    E assim, se puseram os caçadores em direção ao Rio Capivari localizado na Região de Rancharia, pela Raposo Tavares, onde pretendiam executar seus planos de caça e pesca como a muito haviam combinado.
Segundo relataram posteriormente, quando chegaram em seu destino, providenciaram de imediato a montagem do acampamento, para em seguida lançar o pequeno barco nas águas claras daquele frondoso rio. Eles pretendiam aproveitar a chegada do anoitecer, para dar início a tão sonhada caçada.
    Carregaram a tralha no pequeno barco de madeira, e junto colocaram a espingarda reluzente com o polimento da noite anterior, munição e a deliciosa paçoca, que minha mãe havia bem condicionado em um saco plástico, pois tinham intenção de saboreá-la ainda aquela noite. Zezinho como sempre, pediu para que Hermes lhe alcançasse a garrafa de pinga que estava próximo à um arbusto, alegando que o remédio não poderia faltar. Na proa do pequeno bote, colocaram a Paçoca as bananas e a garrafa de “Tatuzinho”, de forma que quando precisassem estava ali no alcance das mãos.
    Embarcaram e começaram a descer as águas límpidas do Capivari, porém não contavam com a correnteza do rio e do peso da pequena embarcação, que além das costumeiras tralhas de caça e pesca, levavam três “bruta montes” que juntos pesavam aproximadamente trezentos quilos.
    E ali, deram início aquela jornada para já na primeira curva do Rio o barco fazer água com o peso e emborcar jogando os três dentro do rio junto com toda a tralha que levavam. Foi aquele desespero em atingir o leito e ver o barco afundado e toda a tralha perdida.
    Disseram eles, que o farol ainda permaneceu ligado por alguns instantes, dando para vê-lo deslizando suavemente nas areias brancas do fundo do Capivari. Ainda havia um pouco de lusco fusco naquele entremeio de tarde e noite, e o que mais doeram nestes desastrados caçadores, foi ver a paçoca de pilão boiando no saco plástico rio abaixo longe de ser resgatada pelos náufragos de ocasião.
    Depois de muito tempo eles ainda lembravam daquela cena, do saco de paçoca de carne, que nossa mãe havia preparado com carinho para que seus filhos levassem naquela frustrada caçada, boiando rio abaixo, e comentavam que algum jacaré havia de ter passado bem naquela noite ao encontrar o saco de paçoca temperada com muito capricho que o rio havia levado.