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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Demagogia esquerdista.



   Os ativistas de plantões que me desculpem, mas existe grande demagogia por detrás dos movimentos ditos sindicais ou sociais.

   Vamos comentar dos movimentos grevistas que assolam todo o país, especificamente a dos professores da rede pública de ensino.

   Eles esqueceram que quem governa o país é o partido do coração deles, sim o PT velho de guerra de notáveis mensaleiros.

   Vamos falar especificamente do nosso Estado, que é governado por um grande aliado dos petistas, que até recentemente tinha como Secretário da Educação, nada mais nada menos de que um suplente de Deputado Federal do PT. Tudo em nome de “melhoras” na educação e no ensino público mergulharam o Estado em uma greve que me parece irreversível.

   Não estou condenando os grevistas pelo movimento, mais daí dizer que é em prol de melhorias no ensino isto chega a ser uma grande piada. Eles teriam que assumir que a greve é para melhorar seu poder de ganho, isto sim é o verdadeiro sentido da greve.

   O que buscam melhorar são somente seus salários, pois o ensino continuará seguindo uma cartilha ou um programa ultrapassado de aprendizado agravado pelos dias sem aula.

   Não quero jogar a responsabilidade sobre os mestres, não quero jogar a culpa sobre o sindicato, mas preciso lembrar que são interesses conflitantes.

   Vejo que muitos ativistas do meio educacional tentam culpar a classe produtora e empresarial deste país, mas lembro a todos que é dali que sai a carga tributária de mais de 50% que dão origem aos recursos públicos de ondem saem os salários pagos aos funcionários estatutários ou não.

   Culpar a classe empresarial pela ineficiência administrativa do Governo e seus aliados, chega a ser cínico e infantil. Se o fruto de arrecadação serviu aos interesses políticos dos aliados de Sinval, (ou seria Silval?! Eu nunca acerto o nome deste governador.) não é culpa das multinacionais ou grandes empresários do agronegócio.

   Dizer que estes são favorecidos por juros baixos em empréstimos bancários também não vem ao caso, pois a taxa de juros, segundo a equipe econômica do Governo petista é condizente com o mercado.

   Anistia?!! Sinceramente somente na propaganda oficial promovida pelo governo de sindicalistas e mensaleiros que a muito vem nos governando.

   Por falar em propaganda oficial, e só assistirem os intervalos dos horários nobres da televisão aberta, que verão quanta propaganda dos entes estatais existem. É Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras e outras mais...como se tais entes precisassem de propaganda já que alguns deles detém o monopólio Estatal.

   Enquanto isto o pau come no Rio, e no Mato Grosso já vão quase sessenta dias de greve, e a culpa novamente é de quem produz, mesmo que o governo federal petista e seus aliados estejam no comando. Ou o Ságuas mudou de partido?!! Até alguns dias atrás era o Secretário de Educação.

domingo, 6 de outubro de 2013

Perseguindo a vingança - 4ª Parte.



               No dia seguinte, Pai e Filho iniciaram suas atividades cotidianas, embrenhando pela mata em busca do precioso látex. Vida rotineira, porém simples, a família estava satisfeita com o dia a dia. Não reclamavam nunca, pois quando não estavam trabalhando, estavam empoleirado sob um saleiro a espera de uma Paca ou Porcos do Mato, quando não estavam apoitados no rio lançando suas linhadas em uma animada pescaria.

                      As caçadas de espera, geralmente aconteciam em um “puleiro”, como era chamado uma escada de paus amarrados ou pregados entre duas arvores, escolhidos de forma estratégica perto de um pé de fruta ou de coco, aonde os bichos iam frequentemente se alimentar.

              Tudo era motivo de risos entre pai e filho. Naquele dia  sangrando seringueiras, Zé Chico deu de cara a uma cachopa de marimbondos. As Vespas partiram em ataque, pondo Zé Chico a correr de um lado, enquanto o filho Tião correria do outro. Depois de passado o susto, o maroto Tião, ria da corrida do pai dizendo.

                   _ Êh Pai, um bichinho deste tamanhinho, pois nois dois a corre imagina se fosse uma Pintada. Ah! Ah! Ah!...

                   Zé Chico vendo a folia do filho completava feliz.

                   _ Se fosse uma pintada a corrida ia se maió.

                   De volta para a casa, enquanto jantavam, lembravam da correria lhes impingida pelos Marimbondos, contando o acontecido a Maria, que junto com os dois se divertiam só de pensar no corre-corre.

                   Tião não cansava de repetir, e uma vez e outra dizia:

                   _ Mãe! senhora precisava ver a corrida do véio, quando deu de cara no buraco dos “cassunungas”[1]. Os marimbondos partiu em cima dele. O veio largô tudo e caiu na marva[2].

                   Zé Chico, alimentando a conversa, completava dizendo:

                   _ Foi o véio de um lado e o moleque de outro.                

               A conversa seguiu animada, até o término do jantar, logo em seguida bateu a exaustão na família e foram todos dormirem. Porém nenhum deles podia sequer imaginar o que estaria para acontecer naquela bela noite de Luar. Não existe nada mais belo, do que a noite enluarada no meio da mata.     
        

CONTINUA........



[1] Espécie de vespa ou marimbondo muito frequentes nas matas brasileiras.
[2] O mesmo que malva, tipo de vegetação. Termo empregado pelos caboclos e sertanejos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sair da frigideira para cair no fogo.




    Pois bem pessoal, conforme recentes pesquisas eleitorais, a Dillma vem liderando e logo em seguida Marina da Silva. Os brasileiros do sul maravilha, pode achar que Marina Silva, por postar-se de ecologista conservacionista pode ser uma opção, o que é de se discordar plenamente.
    No quadro atual da corrida para as eleições vindouras, estamos naquela, “se correr o bicho péga se ficar o bicho come!”. “ É saltar do fogo para frigideira” ou vice versa.
    O Brasil precisa produzir, se com a  Dillma já esta sendo difícil, frente a ingerência estatal, imagina com a Marina. O IBAMA não vai sair da porta dos agro-pecuaristas, e a caneta será constante.“Estamos no mato sem cachorro!” .
     Não somente o IBAMA, como o Ministério Público Federal, Força Nacional e a fiscalização do trabalho, tudo com o propósito de criar embaraços para o setor produtivo.
    Vamos esperar que entre os prováveis candidatos da “oposição”, possa surgir um nome que caia no agrado do eleitor. Vai ser difícil, com alguns setores da mídia na folha de pagamento do governo federal, alimentados com gordos contratos das diversas propagandas oficiais, agravado pela distribuição de bolsas famílias e etc... Mas quem sabe né?!! A esperança é a última que morre!

PERSEGUINDO A VINGANÇA - 3ª PARTE


                    Naquele dia, pai e filho haviam combinado uma pescaria no esplêndido Rio Arinos. Eles haviam cavado minhocas próximo a mina, e com elas, pescados alguns Acarás e Lambaris, para serem utilizados como isca. Zé Chico tinha lá no Rio Arinos, alguns anzóis, que vez e outra iscavam, em busca de pegar algum peixe.
                   _ Tião, vai até lá no Cajueiro, é pegue uns cajus, para nois iscá o espinhéu, vamo vê se hoje nóis pega uma Matrinchã[1]. Disse o pai ao filho.  
                   _ Já to indo pai. Mais o que eu quero pegá é um Lobó[2] e dos grandes. Respondeu o filho contando vantagem de pescador.
                   Maria que amamentava a caçula, sentando frente ao barraco, ria das conversas do pai e do filho, que animadamente preparavam a tralha de pesca.
                   _ Ôceis toma é cuidado com a Sucuri. Disse Maria aos dois animados pescadores.        
                   _ Qui nada muié, se este bicho aparecê, nois vamo servi ele na janta. Disse Zé Chico em bravata e aos risos para sua preocupada esposa.

                   Tralha preparada, anzóis e iscas no borná[3], lá se foram pai e filho em direção à trilha que os levariam a  barranca do Arinos, onde estava a canoa amarada.

                   Encontravam-se “apoitados” perto de um remanso do Rio, quando escutaram o barulho do motor de uma voadeira[4], que às pressas viam rio abaixo. Estava escuro, o que impossibilitavam pai e filho de identificar as pessoas, porém sabia-se que podia ser dois que no barco navegavam. Os passageiros do barco a motor tinham um farol à bateria, que iluminavam de um lado de outro do rio. Quando o barco aproximou dos dois, foram focados pelo forte farol, que por alguns segundos manteve sobre a luz. Depois o barco virou-se e retornou rumo rio acima de onde haviam vindo.
                   _ Deve ser caçador focando Paca. Disse Zé Chico ao filho, que se encontrava sentando na proa do bote.
                   _ É vai vê que é. Respondeu o filho, que de imediato respondia ao beliscar de sua  linhada com um forte puxão.
                   _ Êta pai, perdi mais um! Disse o menino.
                   _ Não se afobe não, se nois não pegá nenhum na linhada, o espinhér e os anzor de galho garante pescaria. Falou Zé Chico ao menino, completando.
                   _ Está disgraça de voadeira, só feiz foi espantá os peixe. Falou Tião ao seu pai que naquele momento descansava a linhada no fundo do barco, enquanto enrolava um cigarro.
                   Os peixes não mais mordiscavam a isca, somente os pernilongos e mariposas, circulavam o barco. A Lua prateada surgia imponente por detrás das árvores, refletindo todo o seu esplendor nas águas escuras do Rio Arinos. Pai e Filho recolheram as linhadas, correram os espinhéis e anzóis de galho, que haviam armado às margens oposta do Rio, recolhendo algumas traíras e  Jurupensem[5] que estavam fisgados e foram para casa.

CONTINUA................................



[1] Espécie de peixe, cujo habitat natural é a bacia amazônica, muito apreciado pelo sabor de sua carne.
[2] Espécie de peixe muito voraz conhecido também por lobo do rio ou simplesmente trairão, alguns chegam a pesar mais de 50 kg.
[3] Sacola de pano utilizada a tiracolo.
[4] Bote ou canoa com motor de popa.
[5] Espécie de peixe de couro muito apreciado pelos ribeirinhos.