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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Como estará andando a tal CPI.


Como já postado anteriormente, a Câmara Municipal, aprovou a instalação de uma CPI para apurar supostas irregularidades cometidas pelo Executivo Municipal. Curioso por saber como anda os trabalhos acessei os “sites” de “informação” local, e me surpreendi com o silêncio de todos eles quanto ao assunto (sem exceção).
Aos  “proprietários” destes sites, seja ele oficioso ou não, quero lembrar que este é um assunto de grande interesse  da população, uma vez que envolve diretamente aquelas pessoas que em campanha firmaram compromisso de defender o interesse do povo.
O Povo quer saber e nessa eu me incluo, como foi constituída a Comissão Parlamentar de Inquérito, quem são os seus membros, e, se já deram início aos trabalhos??? Tudo bem que o regimento interno da Casa menciona sigilo absoluto, porém se houver consentimento do Soberano Plenário os trabalhos e documentos poderão ser divulgados,  por  tratar-se do interesse público  pois este sempre prevalecerá frente aos interesses particulares e ainda mais neste caso específico onde os envolvidos exerçam algum cargo eletivo.
Sei que existe um clima de descrédito de grande maioria da população quanto o objetivo da CPI, não é raro escutar pessoas dizendo que não dará em nada. Confesso que também ando cético, mas irei aguardar o desenrolar dos fatos para depois fazer os meus costumeiros e incômodos comentários.
Recado dado, só resta a aguardar!!!  Até Breve!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

E o trânsito?!


Ainda bem que em nossa cidade o fluxo de veículos é meio escasso, se não teríamos um festival de abalroamento, pois muitas das placas de sinalização “pare” estão danificadas e as pilastras que lhes dão sustentação estão estendidos no solo das esquinas.
Está na hora de se pensar em uma legislação municipal do trânsito, pois quando ando por aí vejo que alguns motoristas  ou motociclistas não estão nem aí com os cruzamentos o que a qualquer momento poderemos estar presenciando um acidente.
É o momento dos nossos representantes legislativos começarem a pensar nisso, não somente ficar indicando a edificação de obstáculos de redução de velocidade, que somente causam transtorno ao motorista quando não danos em seus veículos, com aquelas horríveis “tartarugas” espalhadas por algumas ruas de nossa urbe. Não sei de quem foi  esta infeliz ideia, mas provavelmente este idealizador não tem noção de como é incomodo passar sobre elas.
E isso não é só mérito nosso, andar em Juara também é terrível com a infinidade de “quebra molas” que pouco tem adiantado, uma vez que volta e meio algum motociclista desatento deixa o couro pregado no asfalto. Pura negligência e imprudência que somente acrescentam transtornos para quem realmente cumpre a legislação de trânsito, principalmente no que tange aos limites de velocidade.
Antigamente os “quebra molas” eram chamados também carinhosamente de “vereador deitado”, pois era de corriqueiro costume tais obstáculos serem indicados pelos parlamentares municipais. Nada contra, desde que haja uma normatização para isso, daí cobrar que urge de uma legislação específica até para se fazer um “quebra molas” ou vereador deitado como queiram chamar os horríveis redutores de velocidade.
A vizinha cidade de Novo Horizonte do Norte, andou fazendo uns “quebra molas” na avenida de acesso ao seu centro, porém como houvera muitas reclamações, principalmente de condutores de motocicletas baixas como “Biz” e outras, aumentaram sua base de forma continuar sendo um redutor de velocidade, porém sem danificar os veículos. Parabéns para eles.
Retornamos a Porto dos Gaúchos, para cobrar das autoridades municipais que normatizem o trânsito local, colocando as placas de “Pare” que estão danificadas e cobrem dos proprietários urbanos, principalmente das ruas onde existe pavimentação asfáltica que façam calçadas, pois também é um transtorno ter que andar desviando de pedestres que não estão nem aí com o trânsito de veículos. A lei tem que ser  para todos, ou seja, para pedestres e condutores de veículos.
E as calçadas além de evitar que a enxurrada traga entulhos para o leito carroçável da cidade, certamente facilitará  circulação de pedestres, que obrigatoriamente deverão usar os calçamentos a eles destinados. De nada adiantou procederem com  a esdruxula exigência do Paço Municipal de rebaixamento para acesso a cadeirantes, se o calçamento existente por si só  é um obstáculo, seja para cadeirantes como para pedestres.
Vamos pensar nisso!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Comissão Parlamentar de Inquérito.


O nome é CPI.
Tomei conhecimento que alguns Edis membros do Legislativo local, entraram com um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), para apurar irregularidades supostamente cometidas pelo Executivo Municipal.
Sempre fui um dos que cobrava uma posição firme por parte da Câmara Municipal, em alguns momentos cheguei até ser chato com minhas insistentes cobranças daquela Casa quanto à situação que o Município se estava passando.
Sendo assim a atitude tomada pelos Vereadores signatários da preposição é mais do que louvável nesta postura corajosa, independente e fiscalizatória que me leva a reconhecer que nem tudo está perdido, pois é isto que se espera deles nos exercício de seus mandatos.
A Alcaide no site oficioso, disse que não havia ainda se pronunciado devido haver um pedido de sigilo das autoridades policiais. Eu indago sigilo para quê?! Se há irregularidade ou crime contra o patrimônio público, este deve ser investigado, e levado ao conhecimento daqueles que representam o povo, que neste caso específico são os Vereadores.
Precisou que alguns deles tomassem a iniciativa para que a Alcaide viesse a público dizer que já estava tomando providências?! Não sei dos detalhes muito menos dos fatos, não sei dos envolvidos, só sei que se notas frias foram usadas para algum lançamento contábil, onde houvera despesas, alguém assinou os cheques?! Alguém ordenou o empenho e autorizou as despesas, e se o fez sem saber, aí é outra conversa!
Tudo bem, que após a era LULLA “que nunca sabia de nada”, surjam outros que para safarem de suas responsabilidades, usarão dos mesmos métodos, ou seja, não saber de nada, ou no nosso caso específico, continuar a não saber de nada. É mais fácil culpar outras pessoas pelos nossos próprios erros. Vou dar uma sugestão, que tal culparem a administração anterior?!...rsssss...
Brincadeiras, sarros, piadas e outras gozações  a parte, fica aqui externado meu público reconhecimento pela atitude dos que tiveram iniciativa e corajosamente assinaram a proposta de CPI. Em suas homenagens adicionei um vídeo do youtube logo abaixo. Assistam e divirtam-se. Até breve.

Os 3 Porquinhos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Para sair da rotina.


Hoje irei sair do trivial, não irei criticar os Políticos em nenhuma esfera de nossa administração Pública. Para dizer a verdade, já estou de “saco cheio” de ler sobre os inúmeros escândalos que constantemente os nossos Governantes estão enfiados.
É só pegar qualquer veículo de divulgação séria deste país, digo sério por que muitos estão vinculados aos interesses dos bilionários contratos de publicidade oficial, que deixa alguns desses veículos, completamente cegos, surdos e mudos.
Pasmem!!! Hoje irei falar de poesia, de pensamentos e outras coisas bonitas que podemos ler e se deliciar com a beleza do verbo e das palavras empregadas.
Escolhi em particular um poeta e pensador, que nutro a maior admiração pelos seus pensamentos e poesia que já tive oportunidade de ler. Hoje irei falar do poeta Khalil Gibran, um célebre escritor libanês que fez carreira dos EUA, escrevendo diversos livros em árabe e em inglês. Também se dedicou ao mundo das artes, expondo suas obras em Boston, NY e Paris.
Hoje irei citar trechos de um de seus poemas, denominado “Visão”, que a muito me fascina e me encanta com suas eloquentes colocações.
O poeta começa narrar sua poesia, fazendo menção, no que acredito seja uma noite de insônia, quando este se dirige a uma praia para apreciar o barulho das ondas e do vento e menciona “O mar não dorme; no entanto na constante inquietude do mar, inda há consolo para uma alma que não dorme”.
O que mais me fascina neste poema, talvez seja o trecho que lhe dera o nome como “Visão”, que na minha singela interpretação é uma de suas colocações mais linda, pois fala do amor, da revolta e da liberdade como estão estas interligadas como manifestações divinas. Voltamos então ao poema no que diz a visão dos três fantasmas visto pelo poeta e narrado com beleza e sensibilidade do que lhe era corriqueiro.
Vejamos o que lhe falara os primeiro espectro, quando dele o personagem se aproximou: “Levantou-se então, um dos espectros, e, com uma voz que julguei surgir do fundo do mar, me disse: — “A vida sem amor é como a árvore sem flores nem frutos; e o amor sem a beleza é como as flores sem perfume e os frutos sem semente. A vida, o amor, e a beleza, são três corpos numa só natureza, independente e absoluta, onde não cabe mudança nem separação”. Lindo sábio e profundo. Prossigamos então:
“A seguir, ergueu-se o segundo espectro, e, com uma voz que parecia o rumor de muitas águas, disse: — “A vida sem revolta é como as estações sem primavera e a revolta sem a razão é como a primavera no deserto raso e infecundo. A vida, a revolta e a razão são três corpos numa só natureza, onde não cabe dissolução nem mudança”.
Prossegue então o autor em sua sábia colocação e escreve o que lhe disse o terceiro e último fantasma, fruto de sua relatada visão: “Nisto, ergueu-se o terceiro espectro, e, com uma voz semelhante ao estrondo de grande trovão, disse: — “A vida sem liberdade é como o corpo sem alma e a liberdade sem o pensamento é como a alma perturbada A vida, a liberdade e o pensamento são três corpos numa só natureza eterna, que jamais cessa e que jamais terminará”.
Concluindo sua colocação poética, para tentar explicar a inocuidade da vida  sem “amor”, a “revolta” e principalmente da “liberdade”, ele escreve: “Então se levantaram os três espectros, e, com vozes terríveis e profundas, disseram: — “O amor, a revolta e a liberdade são três manifestações das manifestações de Deus, e Deus é a consciência do mundo bom”.
Em nossa breve vida terrena, quase sempre atribulada pela frenética busca pelo material, quase sempre esquecemos que o amor está atrelado no belo, ao simples ato de sentir o perfume suave que exala dos cabelos da mulher amada, como também de uma flor desabrochada em um canto qualquer de um jardim ou da exuberante floresta que nos cercam.
Esquecemo-nos de horrorizar com a prática nociva da corrupção que impregna todas as esferas governamentais, por achar normalidade nesta odiosa e demoníaca prática dos nossos Governantes, sem nos revoltar com tudo isso.
E principalmente quando estamos entregando nossa preciosa liberdade a estes mesmos Governantes, que aos poucos vão restringindo nossa vida em um amontoado de normas restritivas de direitos com o torpe objetivo de nos calar de nos amordaçar e finalmente nos escravizar. Pois como diz o poeta “ o amor, a revolta e a liberdade” são manifestações do Espírito de Deus, “e Deus é a consciência do mundo bom”. Pensem nisso!!!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

HISTÓRIA POLÍTICA VIVIDA - 8ª PARTE.


A OPOSIÇÃO SE ORGANIZA.
                  O Estado já vinha sendo comandado pelo Governador Dante Martins de Oliveira, que em sua primeira gestão havia sido eleito pelo PDT. O deputado Riva já havia dado início em sua escalada de prestígio junto ao Governo e da própria Assembleia Legislativa Estadual, onde havia sido eleito Primeiro Secretário. Dante de Oliveira migrou para o PSDB, trazendo com ele inúmeros políticos do Estado, entre eles estava o Deputado José Geraldo Riva. Esta situação, ajuda a refortalecer ainda mais a oposição municipal, que em sua maioria era composta de filiados do PSDB, inclusive tendo na Câmara de Vereadores membros atuantes, como Revelino Braz Trevisan , José Machado (Escadinha) e Nelson Santana (Pimenta).
                     Com as proximidades da eleição estadual, Riva firmou compromisso com a oposição de Porto dos Gaúchos, que então passaram a trabalhar pela reeleição do Fernando Henrique para presidente, Dante de Oliveira para Governador, e, principalmente para José Geraldo Riva para Assembleia Legislativa. Todos reeleitos, e Riva despontando como o Deputado mais votado de Mato Grosso, inclusive em Porto dos Gaúchos onde seus opositores de outrora, agora aliados, fizeram um ótimo trabalho, levando o “baixinho” como carinhosamente era chamado por seus aliados a ter uma expressiva votação.
                     Com o novo cenário político estadual, é dado início aos preparativos para eleição Municipal, levando a oposição a começar a se organizar, pois, ela somente perderia a eleição para ela mesma. Inicia-se então os trabalhos de bastidores, de conversa a fim de não permitir um “racha”. O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), era o partido que tinham o maior número de interessados a concorrer ao Paço Municipal, esta situação levou o então Presidente do Partido (Dr. Nilton) a montar uma estratégia com grande cautela a fim de não melindrar os interessados.
                     De olhos no Paço Municipal, evidentemente querendo aproveitar os bons momentos do Partido, Esli Sebastião, havia se oferecido em filiar-se e vinha para a disputa interna com grande prestigio, contando com o  apoio de seus Cunhados Edson e Moacir Piovezan, e ainda contando com a simpatia de alguns filiados membros do diretório municipal. O Partido ainda possuía, como candidato a candidato, Maricone Luiz Zanovello, Nolar Soares de Almeida, Antonio Leonildo Ortega e Revelino Braz Trevisan.
               Era uma situação difícil de administrar, porém o Presidente do Partido, com o propósito de coordenar esta disputa interna, pediu aos interessados que dessem início ao diálogo, vez que evidentemente, somente existia uma vaga para candidatura a Prefeito. Os pretensos candidatos começaram suas articulações de bastidores, foi quando o Presidente do Partido editou um documento, onde obteve a assinatura dos interessados, firmando compromisso e definindo regras para a futura convenção partidária. Ficou pré-estabelecido que a Convenção do Partido, onde seriam escolhidos os candidatos à Prefeito, fosse feita de forma prévia e em dois turnos.
                    Definidas as regras para escolha do candidato, e obtido o apoio irrestritos dos pretensos signatários a tais regras, estes saíram para o corpo a corpo, na tentativa de angariar votos dos convencionais. De todos os pretensos candidatos, após algumas desistências, restou nesta disputa, somente tres deles, Revelino Braz Trevisan, Nolar Soares de Almeida e Esli Sebastião.
                 Todos os nomes apresentados como candidato do Partido eram de pessoas que consideradas boas pelos Convencionais. Porém contra Esli pesava uma pequena rejeição devido ele, ter a maioria de seus investimentos no município vizinho de Juara, inclusive de ter fixado sua residência lá. Alguns convencionais na ocasião questionavam, “se Porto não é digno de receber seus investimentos, qual é a dele em querer ser nosso Prefeito?”. Sobre este questionamento Esli, colocou seu nome para  disputar a prévia partidária.
                   No dia da convenção prévia, (16 de Abril de 2000) dado oportunidades aos pretensos candidatos de exporem suas idéias, foram para a votação, sendo que Esli fora repudiado pelos convencionais já no primeiro turno, obtendo somente quatro dos votos do convencionais, seguido por Nolar com oito votos e vencendo a Revelino com dez. Restando na disputa do segundo turno os pré-candidatos Nolar e Revelino Trevisan, que ao vencer a prévia fora para convenção homologatória, como o mais forte dos candidatos à Prefeito, vencendo a Convenção com facilidade.
                  Revelino saiu da convenção municipal do partido, como a única esperança de mudança, já que seus adversários eram tidos como verdadeiros retrocessos na história portogauchense. Revelino iria disputar o pleito daquele ano, com o então desgastado Prefeito José Castilho e com o candidato do PFL, antigo Prefeito Nércio Arend.
                   O então candidato a Prefeito pelo PSDB, Revelino Braz Trevisan, escolhendo um forte “slogan” de campanha “certeza de mudança”, foi para a campanha onde fora consagrado e eleito Prefeito de Porto dos Gaúchos, batendo em ambos outros dois candidatos com uma boa margem de votos. Revelino fora eleito Prefeito, tendo como seu Vice Antonio Lenildo Ortega, elegendo com ele a maior bancada do PSDB, então formada pelos Vereadores Nolar Soares de Almeida, Maricone Zanovello, Vicente Pereira de Alencar, Nelson Santana (Pimenta), Nilton José da Silva.
            Com o resultado das urnas, Castilho desesperou-se e começou a praticar novos atos de improbidade administrativa, um destes atos, foi o sumiço de um veículo “Ford Corrier”, que então adquirida por Leasing, este devolveu ao arrendador e apropriou-se do dinheiro da caução, tendo mais tarde sido condenado por isto.
                   Outro fato nocivo à administração pública, foi à retirada de computadores da Prefeitura, feita a mando de Castilho, pelo seu Secretário de Finanças, que em consequência disto, teve sua prisão decretada pela Justiça a pedido do Ministério Público Estadual.